O governador Mauro Mendes (União) sancionou, nessa segunda-feira (08), a Lei que cria o Programa Escolas Estaduais Cívico-Militares no Estado de Mato Grosso e vai na contramão do Governo Federal, que extinguiu o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares em julho do ano passado.
Mesmo com o fim do programa nacional, o Governo de Mato Grosso tem a meta de dobrar o número de escolas cívico-militares em funcionamento até o final desta gestão, em 2026. Para isso, sancionou a lei 12.388, publicada no Diário Oficial nesta terça (09), que estabelece regras e medidas para o funcionamento do programa.
De acordo com o documento, cada escola cívico-militar terá um profissional da educação básica ou um militar da reserva, exceto praça, para suprir a função de Diretor de Instituição de Ensino; professores da educação básica, para suprir a função de Coordenador Pedagógico, conforme o porte da instituição de ensino; um militar da reserva para a atribuição de Gestão Cívico-Militar; um militar da reserva para Gestão Educacional Militar; e monitores, praças da reserva, para atuarem nas atividades de natureza cívico-militar.
Para administração e coordenação do Programa, poderão participar do processo seletivo militares das Forças Armadas e de outras corporações. Os militares da reserva participantes do Programa serão selecionados por meio de processo seletivo conduzido pela Seduc e atuarão como prestadores de tarefa por tempo determinado, de até dois anos.
Os militares que atuarem nas escolas estaduais cívico-militares do Estado não serão considerados, para todos os fins, como profissionais da educação básica. Além disso, os professores atribuídos nas instituições de ensino que passarem a ser cívico-militares terão seus direitos assegurados nos termos da legislação.
Segundo a Seduc, as instituições de ensino que farão parte do Programa serão escolhidas de acordo com a vontade dos pais e responsáveis dos alunos da unidade escolar.
Para a seleção das instituições de ensino que passarão a ser cívico-militares, os municípios devem dispor de, no mínimo, duas escolas estaduais que ofertam ensino fundamental e médio regulares situados na zona urbana. Além disso, será feita consulta aos alunos e pais, e votação para tomada de decisão.
As instituições de ensino selecionadas e validadas para implementar o Programa no ano letivo seguinte não poderão ser Centros Educacionais de Jovens e Adultos (Ceja); ofertar ensino noturno; b) ser instituição rural, indígena, quilombola ou conveniada; ou ter dualidade administrativa.
Segundo o documento, a implantação e a ampliação do Programa ocorrerão conforme disponibilidade orçamentária e financeira do Estado. A Seduc poderá firmar convênios, termos de compromisso, acordos de cooperação, termos de execução descentralizada, para apoiar as escolas cívico-militares municipais em regime de colaboração.
Os militares das Forças Armadas e de outras corporações terão direito a receber gratificação, de acordo com a sua atribuição. A lei não se aplica às Escolas Militares estabelecidas por legislação anterior, de dezembro de 2020.
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Angelo 11/01/2024
Dinheiro publico jogado fora pra formar os neofascistas de amanhã ! Tudo pra não contrariar os pobres de direita do estado com o maior rebanho bovino do país ! Estão indo na contramão da pedagogia e batem no peito com orgulho pois acham que estão formando cidadãos de bem !
Aldo 11/01/2024
Parabéns ao Governador pela atitude. Acredito q os professores serão mais respeitados pelos alunos.
Aldair 10/01/2024
Professor, tem que ser muito idiota para não entender coisa tão simples. Para ingressar na escola militar precisa fazer seleção. E para esta seleção, os filhinhs de papai sempre levam vantagem. Tem muitos pais abastados por aí que preferem tirar seus filhos das escolas particulares para "colocar" nas escolas militares, visto que lá "tem disciplina rígida". Principallmente estes pais que não dão mais conta de "educar" seus filhinhos nutela. E os filhos de pobres prcisam estudar nas escolas de periferia, com um mínimo de recursos... Será que entendeu agora? Ou precisa desenhar? A respeito, você é professro de quê? Ou será que á um IMPOSTOR que se diz professor, fazendo vergonha para a classe de professores?
Professor 10/01/2024
Aldair, quem estuda em escolas públicas sãos os filhos de pobres. Onde você arrumou essa de filhinhos de papai? Se não tens argumentos, não comente nada.
Aldair 10/01/2024
Grande coisa! Vão tirar mais milicos das ruas para "ensinar" disciplina ara os filhinhos de papai... E a violência nas ruas aumentando gradativamente!
5 comentários