Previsão do tempo ??°C Cidade

Executivo Quinta-feira, 03 de Março de 2011, 14:47 - A | A

Quinta-feira, 03 de Março de 2011, 14h:47 - A | A

Avaliação

Não gostei do resultado, afirma Curado sobre morte de soldado

img_direita   Após a denúncia contra 29 pessoas pela morte do soldado Abinoão Soares de Oliveira, o secretário estadual de Segurança Pública, Diógenes Curado, demonstra insatisfação com os inquéritos instaurados pelas policias Civil e Militar para apurar o caso. Ele reclama da falta de entendimento entre as corporações. “Sinceramente, não gostei do resultado. As policias Civil e Militar chegaram a conclusões distintas, não há como ficar satisfeito com esta desarmonia”, critica.

   Ele lembra que a Polícia Civil chegou a divulgar imagens referentes ao inquérito numa coletiva, o que atrapalhou as investigações dos militares. “Num dado momento, quando a Polícia Militar estava concluindo o inquérito, a Civil convocou uma coletiva para divulgar os dados, o que gerou indignação. As coisas não funcionaram da forma correta”, lamenta.

   O soldado Abinoão morreu em abril do ano passado, durante o Curso de Tripulante Operacional Multi-Missão (4º TOM-M). Enquanto o inquérito da Polícia Civil concluiu que houve homicídio doloso (com intenção de matar), o da Militar aponta culposo (sem intenção). Com base nas duas investigações, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou, em 28 de fevereiro, 17 pessoas pelos crimes de tortura e tortura seguida de morte e outras 12 por tortura.

   O MPE também solicitou a prisão de sete oficiais denunciados para evitar interferência nas investigações, dentre eles Carlos Evane Augusto e Dulcézio de Barros, ambos tenentes, responsáveis, respectivamente, pela instrução e monitoramento do exercício que levou Abinoão à morte.

   O promotor de Justiça Vinicius Gahyva encaminhou a denúncia para a Vara Especializada Contra o Crime Organizado. Segundo ele, Abinoão foi perseguido por ser de outro Estado, no caso Alagoas. Mulheres e alunos com bom preparo físico e técnica também foram perseguidos e alvo de torturas, aponta o promotor.

   A pena para o crime de tortura varia entre dois e oito anos. Caso a justiça acate a denúncia de tortura seguida de morte, os envolvidos podem ser condenados de oito a 16 anos de prisão.

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

MARQUES 05/03/2011

AQUI O SECRETARIO EXTERNOU QUE TEME A POLICIA MILITAR E NÃO TEM BONS OLHOS PARA A POLICIA CIVIL. ATRAPALHOU, ASSIM DEFINE ESSA PESSOA QUANTO AO INQUERITO DA POLICIA CIVIL. AFINAL POUCO PREOCUPADO ESTA COM POLICIA CIVIL OU MILITAR, QUER SIM O POLITICO SALARIO DE SECRETARIO DE ESTADO EM DETRIMENTO DE UMA INSTITUIÇÃO NA QUAL ESSE SECRETARIO ATENDE AOS INTERESSES APENAS DE DELEGADOS ENQUANTO INVESTIGADORES E ESCRIVÃES QUE SE F..........

positivo
0
negativo
0

Alessandro Galvão 03/03/2011

Concordo , plenamente, com os dois primeiros comentários. Não há como anuir que em um estado democrático de 'direito' um policial (supostamente coibitivo do crime,da violência) possa submeter um outro ser, ou melhor, cidadão,seja policial ou não, a situações deploráveis,medíocres e , na maioria das vezes, covardes. Caro Roosevelt, a polícia civil jamais exagerou em qualquer parte das investigações,e, na verdade ,apenas,contribui para que mais uma vida não seja cerceada em vão(sem sentido e motivo) por quem deveria protegê-la. Todos que cometeram ou que cometerão esse tipo de crime devem ser punidos;responder pelos seus atos. 'Uma tropa de elite' se constitui de 'seres humanos' de elite, e não de criminosos. O professor Antônio Houaiss define a palavra 'elite' da seguinte maneira: "o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, esp. em um grupo social".Isso não condiz com que o povo,mais especificamente, o contribuiente está opinando sobre a conduta de determinados 'Policiais' de nosso estado. Acredito na capacidade tanto da polícia civil,quanto a da militar e sei que o soldado Abinoão não será mais um na lista negra desses 'cursos de formação' que só propagam violência e destroem o 'conhecimento' , a moralidade e ,às vezes, a vida de alguns de seus frequentadores. Justiça sempre.

positivo
0
negativo
0

RONEI DUARTE 03/03/2011

Antes mais nada devemos considerar que a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso é reincidente em fatos dessa natureza. As mortes dos cadetes Sérgio Kobayashi e Evaldo Bezerra de Queiróz afogados em Cáceres quando faziam treinamento por 20 horas ininterruptas, dentro do curso d'água em Cáceres-MT e os ferimentos de dezenas de alunos, principalmente, nos Cursos de Formação de soldados que ocorrem no interior do Estado com braços e costelas quebradas, queimaduras por gaz lacrimog.êneo, por ação de puro sadismo e malvadeza de alguns instrutorescontra os seus indefesos alunos, fatos que que não chega ao conhecimento da midia,por motivos óbvios( quem denunciar sofre punição ou é excluído do curso). No dia 7 de maio de 2007, na cidade de Rondonópolis ocorreu outra tragédia nas simulações por parte de policiais militares,quando um garoto de 13 anos, Luis Henrique, foi baleado na cabeça e morreu e mais 12 pessoas ficaram feridas, entre elas seis crianças e um PM. E agora, novamente, com o resultado morte do Sgt das Alagoas Abinoão e o ferimento da cabo da Polícia Militar de Mato Grosso, Flávia Aparecida Rodrigues, do soldado da PM do Paraná, Luciano Roberto Frezato, e do soldado da PM de Goiás, Thiago Rodrigo Mendes da Silva, que também por pouco não tiveram ceifadas suas vidas durante a sessão de tortura transvestida de instrução aquática. A imbecilidade de se afirmar que é um Curso de Operações Especiais não retira a responsabilidade dos autores deste crime que deveriam antes de mais nada assegurar a absoluta segurança e preservação da integridade física e a vida dos seus participantes. Já passou da hora da nossa sociedade e autoridades públicas exigir um tratamento digno e humano para com os integrantes da PMMT não só os militares em formação,como também, aos já formados chamados de "antigos." Melhores condições de trabalho e soldos condizentes com o risco profissional na labuta diária são condições mínimas para a existência de uma policia cidadã e humana. Faz-se necessário ainda, exigir periódicamente os mesmos exames os quais são submetidos qualquer cidadão comum quando deseja retirar um porte de arma. São esses exames que asseguram que o indivíduo está preparado psicológicamente e técnicamente para portar uma arma, sem trazer riscos para os seus semelhantes. Não devemos aceitar por parte do Sr.Secretário qualquer desculpa pelas mortes ocorridas em treinamento da PMMT, não se justifica os abusos e excessos cometidos contra os seus próprios irmãos de armas, pois não sabemos o que pode acontecer quando esses mesmos Policiais Militares instrutores violentos e alunos violentados forem atuar nas ruas e abordar um indefeso cidadão comum. Será que além de temer os bandidos de sempre, também seremos obrigados a temer a própria policia? Com toda certeza Sr. Secretário é a familia do Sargento Abinoão que não está gostando do resultado, considerando-se que já foram transcorridos quase um ano da morte do seu ente querido e os culpados permanecem impunes. E o pior as instruções militares continuam sem qualquer acompanhamento,nada foi feito, possibilitando que ocorram novas absurdas reincidências de fatos dessa mesma infeliz natureza.

positivo
0
negativo
0

Paulo Cezar 03/03/2011

Seja coerente e competente Secretário, analise: Cheque as fichas funcionais e criminais de todos seus assessores, comandantes, diretores, os que foram privilegiados nesses anos todos. Voce observará que muitos que nunca mancharam as instituições, estão largados no 2º Plano. Todavia, os sortudos com fichas sujas, sempre mancharam as instituições. Neste caso, os certinhos estão torcendo para PRENDER E EXPULSAR OS CULPADOS, ora, na hora de bater humilhar afogar e matar eles nem pensavam. Voce secretário não está sendo BOM para os corretos, está tratando igual os desiguais, afinal, esta prática está sendo COMUM no Governo, querem proteger quem fez coisa errada. E o correto que fez coisa correta, NÃO É LEMBRADO NUNCA??? Pense secretário, faça justiça pelo menos uma vez. Eles MATARAM, tem uma família inteira chorando até hoje, e, para sempre. Voce não gostou da conclusão DOLOSA, queria CULPOSA. Mas, se o senhor ler bem os autos, concluirá com todas as letras que foi DOLOSO. O sr é delegado, sabe conduzir um inquérito. Será que não sabe??? Não se preocupe muito não, a decisão final será da JUSTIÇA, doa a quem doer. Mas, que seria certo e justo cair um monte de gente, isso deveria acontecer.

positivo
0
negativo
0

Roosevelt Queiróz Junior 03/03/2011

Sem a pretensão de ofender a memória do aluno morto durante a realização de exercícios do Curso de Operações Especiais, porém, mesmo sem obter acesso aos Autos, é possível concluir que essa denúncia do MP da prática do crime de tortura é exagerada demais, o Policial seja ele Civil, Militar ou Federal já passa na Academia de formação por um processo rigoroso de seleção, onde ele é submetido a situações extremas e mesmo diante das adversidades fica obrigado a manter a calma e o auto controle de seus atos, no caso dos grupos de elite das forças policiais, o candidato a uma vaga nessa "tropa de elite" deve ser submetido a situações mais adversas possíveis, pois o nome do curso já diz, operações especiais, não é qualquer policial que vai lograr exito nessa empreitada, só os fortes conseguem, e tem que ser dessa forma, pois se o treinamento fosse na selva e não fosse disponibilizada as refeições seria considerado tortura, o que tem que ser feito é a valorização do aparato policial e não tentar puni-los por um acidente que infelismente vitimou um aluno.

positivo
0
negativo
0

Carlos Roberto de Aguiar 03/03/2011

Como delegado de policia civil, trabalhei diretamente com o Secretario Oscar Travassos, e posso afirmar, se qualquer comandante de qualquer area cometesse uma falta contraria aos interesses do bom funcionamento do aparelho de segurança, ele não ia dizer não gostei, mas sim demitir a todos sumariamente. Ora com todo o respeito que eu tenho pelo Secretário, acho que está faltando o punho que todo comandante deve ter sobre a tropa. Desculpe secretário mas V.E. devia é estar punindo culpados, e não vir a publico dizer que não gostou. Se gostou ou não a turma tripudiou em seu comando.,

positivo
0
negativo
0

Paulo Mattos 03/03/2011

Somente pelo Código de Processo Penal Cuiabano seria admissível que uma Polícia investigasse a sí própria. No caso específico de Abinoão, pelo que se tem conhecimento a respeito de notícias assaz verificadas na mídia matgrossense, até mesmo para evitar o injusto beneplácito da dúvida, deveria a Polícia Militar eximir-se de se auto-investigar, até porque em outros casos semelhantes (lembram-se daquele ocorrido em Cáceres ?) não se chegou a uma conclusão que satisfizesse plenamente a opinião pública de Mato Grosso. Presume-se, e essa presunção ao que parece mantém a acolhida do Ministério Público Estadual, tanto que já denunciou criminalmente alguns militares envolvidos nos fatos, tenha a Polícia Judiciária Civil realizado um trabalho mais eficiente, tecnico, baseado nos elementos probantes (testemunhais, periciais, médico-legal, etc) que evindeciaram sobejamente a prática de algumas infrações penais descritas em nosso Comando Legal. Um trabalho , portanto, de natureza técnica sem estar eivado de tentativas de "passar a mão na cabeça" de quem quer que seja, visando, somente, apurar os fatos, as responsabilidades e os responsáveis pelo fatídico acontecimento. Ainda que acreditando na integridade plena de nossa Gloriosa Polícia Militar, somos de opinião que seus integrantes não teriam condições de agir dessa forma, por razões que todos devem conhecer, muito embora saibamos do esforço em produzir um trabalho sóbrio e independente em relação ao fato. Já o nosso Secretário Curado, nesse imbróglio todo deveria ter agido de conformidade com o seu cargo, ao que me parece o maior da Segurança Pública, abaixo apenas do Governador do Estado, e pacificado os entendimentos entre as duas Polícias visando o esclarecimento de Abinoão, evitando-se, destarte, o constrangimento entre as duas Corporações.

positivo
0
negativo
0

7 comentários

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br