Eduarda Fernandes/Rdnews
Diana Padilha usa área da Arena Pantanal para proporcionar lazer aos dois filhos
Após ter custado R$ 600 milhões para construção, a Arena Pantanal tem gerado aos cofres públicos um gasto com manutenção mensal de R$ 600 mil, conforme informações da secretaria de estado das Cidades (Secid).
Estudo sobre formas de gerenciamento e ampliação do uso da Arena vai elencar maneiras de lucrar com o espaço. Contudo, a secretaria não tem data para a conclusão do levantamento.
Enquanto isso, ao menos a manutenção do gramado segue em esquema de parceria com a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). Assim, ela obtém o direito de realizar um jogo por mês no estádio.
Os trabalhos de construção da Arena, com área média de 300 mil m², começaram em abril de 2010 e inicialmente orçada em R$ 342 milhões. O estádio conta com 42.423 lugares, 100 camarotes e espaço para imprensa. Além de salas técnicas e administrativas, espaços VIPs, 2.799 vagas para estacionamento. Hoje, a área externo que é utilizada pela população para caminhadas.
Desde sua inauguração, a Arena recebeu 63 partidas de futebol. Desse total, o time de Cuiabá entrou em campo 26 vezes. O próximo jogo está marcado para amanhã (28), entre Flamengo e Vasco.
Polêmicas
Entre as polêmicas em torno dessa obra esteve a das cadeiras. Em 2013, denúncias na imprensa nacional revelaram um suposto sobrepreço na compra. A licitação teve apenas uma empresa habilitada a concorrer, pois o edital da extinta secretaria extraordinária da Copa (Secopa), fazia exigências que somente a Kango Brasil conseguiu atender.
O valor do serviço que seria prestado pela empresa era de R$ 19,4 milhões para a venda e instalação de 44,5 mil assentos. Cada unidade, portanto, teria o valor médio de R$ 469. O fato foi que a Kango já havia participado da licitação para fornecer as 72,4 mil cadeiras para o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. E la, o valor foi de R$ 12,7 milhões, sendo o preço unitário por cadeira de R$ 175.
Resultado disso foi o cancelamento do contrato, em outubro de 2013, sob recomendação do Ministério Público (MP). Em uma audiência de conciliação entre a Secopa e a Kango do Brasil, a empresa concordou em diminuir o valor unitário para R$ 340.
Incêndio
Em fevereiro de 2014, um relatório do Ministério Público divulgado pela Agência Reuters apontou que o incêndio que atingiu o subsolo do estádio em outubro de 2013 poderia ter causado danos estruturais no estádio. O documentou apontou que o sinistro causou danos significativos na estrutura de concreto do estádio, principalmente na laje situada acima da área da ocorrência.
Após vistorias, o Crea-MT e a Secopa afirmaram que todos os danos haviam sido recuperados e que não havia falhas estruturais graves.
Incêndio provoca danos na Arena
Inconformidades
Recentemente, uma vistoria realizada pelo TCE constatou que vários setores do estádio estão se deteriorando. A Secid alega trabalhar para que estas inconformidades sejam reparadas pela construtora Mendes Junior Trading e Engenharia S/A.
TCE cobra levantamento sobre custo e cronograma das obras da Copa
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Área externa da Arena Pantanal recebe policiamento para assegurar mais lazer aos cuiabanos presentes
Lazer
O espaço em torno da Arena Pantanal tem recebido eventos culturais, assim como atletas e famílias em busca de espaço para lazer. A segurança no local é feita por policiais militares de uma base instalada nas dependências do complexo, que funciona 24h. No entanto, moradores dizem que esse ponto ainda precisa ser reforçado.
Habitante da região há cerca de um ano, Diana Padilha é mãe de dois filhos e observa que o policiamento se restringe apenas ao Complexo. "Nas ruas de acesso à Arena você já não encontra mais policiais", reclama. Diana ainda destaca a falta de mais faixas de pedestres nas ruas ao redor do Complexo. "Quase não tem faixas. Em horários de pico eu só consigo entrar de carro".
Já o aposentado Geoval da Silva Oliveira, de 73 anos, que frequenta o espaço quase todos os dias com os netos, está contente com o policiamento feito no local. Ele apenas aponta que o estacionamento esburacado e depredações de vândalos são os principais problemas. "No mais está tudo muito bom. A população tem feito um bom uso".
Atual gestora da Arena Pantanal, a Secid tem se responsabilizado por coordenar a agenda de eventos realizados no espaço. De acordo com o secretário-adjunto de Obras da Baixada Cuiabana e gerente do Complexo, Paulo Douglas Sardinha, a autorização para os eventos, seja na área externa ou interna, deve ser encaminhada à secretaria.
Dentre as ideias trabalhadas pela secretaria está a criação de Museu do Futebol, em que os figuras históricas do esporte em Mato Grosso serão homenageadas. Também está sendo elaborado projeto para realização de visitas guiadas dentro do Complexo.
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Junior 28/06/2015
É muito simples, basta o governo do Estado deixar as picuinhas políticas e montar uma equipe especifica de gerenciamento para administrar a Arena Pantanal. Gente capacitada, técnica e que trabalhou no Comitê Organizador Local em Cuiabá durante a copa, tem. A grande maioria do pessoal que operou a copa em Cuiabá é daqui. São pessoas que receberam treinamento, vivenciaram a construção do estádio, conhecem toda a operação e realizaram um trabalho de destaque. Afirmo com propriedade: É possível fazer jogos com Padrão FIFA no campeonato brasileiro; É possível a Arena Pantanal se auto sustentar; É possível desenvolver um calendário para utilização o ano todo. Basta querer e não gasta-se muito com isso!!!
julio 27/06/2015
É só colocar fogo em tudo!!!
Zé Poxoréo 27/06/2015
Além da necessidade de se ter construído esse estadio e da fiscalização meia boca em relação a qualidade da obra que até hoje está inacabada, na fase atual duas coisas me intrigam nesse estádio, primeiro é sobre a necessidade das luzes internas permanecerem acesas diariamente. A outra é saber quem é que realmente está faturando com a realização desses jogos. Será o Estado ou algum empresário esperto e bem apadrinhado?
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