A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirma que o projeto de instalar seis pequenas centrais hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá virou um “imbróglio” e a Sema ainda não conseguiu avaliar o caso, que ficou suspenso após decisão da Justiça e pedido do empreendedor.
A movimentação contra as novas PCHs foi encampada por membros da Assembleia que alegam riscos à natureza.
“Mas isso virou um imbróglio, nós garantimos que iríamos analisar o pedido à luz dos estudos da ANA. Acontece que a gente não conseguiu nem analisar o processo até agora”
Secretária - Mauren Lazzaretti“Sem dúvida, a atribuição de verificar a viabilidade ambiental é nossa, da Sema. Toda essa discussão surge em torno do estado da Agência Nacional de Águas (ANA) trazer um apontamento de que empreendimentos ou a construção de barramentos no Rio Cuiabá iriam comprometer muito a ictiofauna. Mas isso virou um imbróglio porque, desde o início da discussão, nós garantimos que iríamos analisar o pedido do licenciamento que existe à luz do que trouxeram os estudos da ANA. Acontece que a gente não conseguiu nem analisar o processo até agora”, explica Mauren ao
.
Ela conta que, após ter sido protocolizado o pedido, a análise dos estudos ficou suspensa. Primeiro, a Sema decidiu aguardar a conclusão de novos levantamentos da Agência, depois, o próprio empreendedor pediu a suspensão até que as pendências sejam resolvidas.
As críticas de membros da AL são quanto ao risco de que a novas barragens possam afetar a reprodução dos peixes no Pantanal o que pode ter um impacto social, pois milhares de famílias dependem da pesca de subsistência para sobreviver.
As 6 PCHs fazem parte de um pacote de 133 PCHs previstas para a bacia do Alto Paraguai, que alimenta o Pantanal e se somariam às 47 hidrelétricas já implantadas na bacia.
“O fato é que, da parte da Sema, toda a análise será transparente e os estudos ficam na página na web, serão feitas audiências públicas e toda a sociedade será ouvida. Temos o dever legal de avaliar todos os estudos”, conclui.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







