A médica Letícia Bortolini será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri em Cuiabá por atropelar e matar o verdureiro Francisco Lucio Maia, em 2018. A Justiça acatou o requerimento feito pelo Ministério Público Estadual. A decisão foi assinada pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta segunda (8).
No documento, o magistrado salienta que há no processo provas da materialidade e indícios suficientes da autoria delitiva, cabendo o julgamento pelo Tribunal de Júri.
A médica é acusada de homicídio qualificado por meio de recurso que possa resultar perigo comum, omissão de socorro e por se afastar do local do sinistro para fugir à responsabilidade e conduzir embriagada.
No dia 1º de agosto, a Justiça também agendou a audiência de instrução e julgamento da médica no processo movido pela família do verdureiro, que pede indenização. A audiência foi marcada para o dia 13 de setembro de 2022. A sessão ocorrerá de forma presencial.
O crime
Francisco foi atropelado por um Jeep branco dirigido pela médica em abril de 2018, no bairro Cidade Alta. A vítima empurrava um carrinho com verduras para o canteiro da avenida Miguel Sutil. No momento da batida, ele atravessava a via e foi atingido pelo automóvel. Com o impacto, o corpo dele foi lançado sobre o canteiro central. Francisco morreu na hora.
A Politec apresentou um laudo, em fevereiro deste ano, no qual conclui que o Jeep dirigido pela médica estava a 101 km/h quando atropelou o verdureiro. De acordo com a Polícia Civil, Letícia apresentava sinais de embriaguez, assim como o marido dela, que estava no carro.
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Mauro 09/08/2022
Vamos esperar para ver qual sabor da pizza
alex r 09/08/2022
"Juro Solenemente que, ao exercer a arte de curar, mostrei-me-ei sempre fiel aos preceitos, da caridade e da ciência... " trecho do juramento dos médicos. Dai a covarde atropela não presta socorro, bêbada e continua a exercer a profissão ...
Marcella 08/08/2022
Parabéns ao juiz. Pena que o CRM nada fez, ou estou equivocada?
ana 08/08/2022
boas noticias agora so falta uma condenação, não é?
4 comentários