A juíza da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz, remarcou para o dia 3 de abril a primeira audiência de instrução do processo referente ao assassinato da servidora pública Thays Machado, assassinada a tiros junto com o namorado Willian César Moreno pelo ex-companheiro, Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB).
Inicialmente, a audiência deveria ter sido realizada na última segunda-feira (13), mas foi cancelada a pedido da defesa do acusado, que apontou falta de laudos periciais. Conforme apurado pelo
, os documentos já foram juntados ao processo.
"Sem prejuízo, designo audiência de instrução e julgamento para o dia 3/4/2023 às 13h30, para depoimento das oito testemunhas arroladas pelo Ministério Público e Defesa e ao final o interrogatório do acusado", aponta decisão da magistrada.
Reprodução/TJMT/Montagem
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, que designou a audiência; Carlos Alberto Gomes Bezerra no detalhe
O crime ocorreu no dia 18 de janeiro, em plena luz do dia, no Bairro Consil, em Cuiabá. Carlos Alberto foi preso no mesmo dia e encontra-se recolhido na Penitenciária Major Eldo de Sá, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá).
Acusação
O Ministério Público Estadual acusa Carlos Alberto de homicídio e feminicídio qualificado - motivo torpe, meio cruel e perigo comum, surpresa e impossibilidade de defesa da vítima. Na denúncia, o MPE salienta que o réu, sentindo-se desafiado pela ousadia da vítima em pôr fim ao namoro, resolveu se vingar dela e do namorado matando-os.
"Agiu o denunciado de forma cruel e covarde, revelando extrema perversidade, ao agredir a vítima com diversos disparos de armas de fogo, descarregando uma pistola semiautomática em área urbana de intensa movimentação de pessoas, em plena luz do dia, no horário comercial de um dia útil, causando o risco de vir a atingir também transeuntes que nada tinham a ver com o seu alvo, resultando perigo comum", diz trecho da denúncia.
O MPE pontua ainda que, embora a vítima estivesse ciente de que, durante o relacionamento, o denunciado a perseguia, não sabia que após o término do namoro ele continuasse a monitorá-la, acompanhando todos os seus deslocamentos.
"A ação extremamente calculada do acusado em comparecer naquele local, exatamente no momento em que a vítima estava exposta na calçada de costas para a rua, subtraiu dela a possibilidade de realizar qualquer gesto efetivo de defesa (abaixar-se, correr e distancia-se do atirador), sendo acolhida de surpresa, recebendo os tiros fatais, inclusive, pelas costas. O denunciado resolveu eliminar a vida da vítima por razões da condição do sexo feminino, ou seja, por envolver violência doméstica e familiar (ex-namorada) e menosprezo à condição de mulher", pontuou.
A denúncia destaca que, após o réu efetur os disparos contra a ex, a outra vítima, Willian, começou a correr rapidamente pela calçada tentando distanciar-se do agressor, mas Carlinhos fez nova manobra no veículo, aproximou-se do rapaz e realizando diversos outros disparos em direção a ele, utilizando a mesma arma.
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Neto 18/03/2023
Todos merecem uma segunda oportunidade! Todo mundo erra....
1 comentários