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Judiciário Quinta-feira, 27 de Março de 2025, 18:00 - A | A

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ADOLESCENTE GRÁVIDA

Justiça recebe denúncia e torna Nataly ré pelo assassinato de Emelly Sena

Nataly responderá por oito crimes, entre eles feminicídio, tentativa de aborto e subtração de recém-nascido

Da Redação

A 14ª Vara Criminal de Cuiabá recebeu, nesta quinta-feira (27), a denúncia da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da capital contra Nataly Helen Martins Pereira. A ré confessou ter matado a adolescente grávida, Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, removido a bebê do ventre da vítima e ainda tentar se fazer passar como mãe da recém-nascida, no Hospital Santa Helena, na Capital. 

Nataly responderá por feminicídio, tentativa de aborto, subtração de recém-nascido, parto suposto, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento particular e uso de documento falso. 

Reprodução

Nataly Hellen, Emelly Sena, gr�vida

Nataly Hellen Martins Pereira, durante depoimento na DHPP

A denúncia foi protocolada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) duas semanas após o crime e recebida um dia depois pelo juiz Francisco Ney Gaíva. O magistrado determinou a citação da ré e concedeu prazo de 10 dias para apresentação da defesa. 

Emelly estava grávida de nove meses e foi assassinada no dia 12 de março deste ano. Conforme o MPMT, “Nataly realizou uma cesárea improvisada na vítima ainda com sinais vitais, sem qualquer anestesia ou procedimento para minimizar a dor, causando-lhe sofrimento físico intenso e desproporcional”. 

Para o promotor de Justiça Rinaldo Segundo, o crime praticado configura feminicídio, pois foi cometido com evidente menosprezo à condição de mulher da vítima.

“Nataly tratou Emelly como um mero objeto reprodutor, um ‘recipiente’ para o bebê que desejava, demonstrando total desprezo pela sua integridade corporal e autodeterminação. A conduta de Nataly revela a coisificação do corpo feminino, reduzindo-o à sua função reprodutiva, como evidenciado pelo fato de ter mantido contato com a vítima por meses apenas com o intuito de monitorar o desenvolvimento da sua gestação e, no momento oportuno, apropriar-se violentamente do fruto de seu ventre”, argumentou.

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