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Judiciário Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016, 12:39 - A | A

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2016, 12h:39 - A | A

Operação Castelo de Areia

Quadrilha atua desde 2014 e fez ao menos 7 vítimas; prejuízo, R$ 50 mi

Bárbara Sá

Assessoria

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Grupo criminoso estava organizado para fraudar investidores em R$ 50 mi

A organização criminosa que tinha como um dos mentores o ex-presidente da Câmara de Cuiabá e vereador cassado João Emanuel Moreira Lima, chegou a movimentar mais de R$ 50 milhões aplicando vários golpes. Pelo menos sete vitimas já foram identificadas pela Delegacia Regional de Cuiabá em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O esquema funcionava desde 2014, por isso, acreditam que prejuízo pode chegar a até R$ 500 milhões.

Durante a coletiva de imprensa o delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Regional de Cuiabá, disse que as investigações da Operação Castelo de Areia deflagrada hoje (26) já prendeu cinco pessoas e ressalta que a ação está apenas no começo. “Encontramos apenas a ponta do Iceberg”, afirma.

Os suspeitos que tiveram prisão decretada são Shirlei Aparecida Matsuoka; Walter Dias Magalhães Júnior (esposo de Shirlei); João Emanuel Moreira Lima; Evandro Goulart; e Marcelo de Melo Costa (ex-candidato a deputado federal).

O advogado Lázaro Moreira Lima (irmão de João Emanuel) foi alvo de mandado de condução coercitiva. Ele também fará a defesa do irmão.

De acordo com a polícia, as denúncias sobre o esquema começaram a chegar pelas vítimas, há cerca de 1 mês. Como não estava tendo retorno de investimento feito com o grupo, procuraram a polícia. “Esse grupo oferecia empréstimos a juros baixos, vendendo fumaça a esses clientes. E eles acabavam acreditando em uma farsa muito bem montada”, explica o delegado Flávio Stringueta.

Empresa de fachada

Segundo as investigações a empresa Soy Group, foi montada exclusivamente para dar golpes. “O João Emanuel teria utilizado um falso chinês para ludibriar um cliente em um suposto investimento em parceria com a China, fazendo com que o investidor emitisse 40 folhas de cheque, que juntas somam o valor de R$ 50 milhões”, conta Damasceno.

Bárbara Sá/Rdnews

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 Grupo Soy tem sede em endereço nobre, mas nas salas do prédio só papelada

As ordens de prisão e buscas são da Vara do Crime Organizado e cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Um dos locais de buscas é o prédio do Soy Group, localizado na Avenida Rubens de Mendonça (CPA). Que conforme Stringueta, no local, apenas quatro salas estavam ocupadas somente com papeis. “Lá poucas lugares eram ocupados. Nota-se que a área era usada somente de fachada”, pondera.

O esquema, segundo a Polícia, funcionava na seguinte ordem: o chefe do grupo criminoso foi identificado como sendo o empresário Walter Dias Magalhães Júnior e sua esposa Shirlei Aparecida Matsuoka. Eles são um dos donos da empresa Construtora ABC Shares Brasil LTDA ME e ela preside a Soy Group. João Emanuel era o vice-presidente.

 Mandatos de prisão 

O ex-vereador João Emanuel recebeu voz de prisão na manhã de hoje (26), no hospital Santa Rosa, pois tinha passado por um procedimento cirúrgico na quinta (25). Após isso ele será encaminhado ao Centro de Custódia de Cuiabá policiais fazem o monitoramento no local.

Já o casal Shirlei e Walter foram detidos a caminho de  Itaberaí, Goiás. Marcelo de Melo Costa, colaborador e agenciador, e Evandro José Goulart, representante financeiro, também foram presos. Lázaro Roberto Moreira, diretor jurídico da empresa, é alvo da condução coercitiva.

Sete vítimas já foram identificadas. Uma delas investiria R$ 1 bilhão a ser intermediado, o que não aconteceu. A empresa que faria a intermediação com a China nunca o fez.

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Reprodução

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