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Judiciário Quinta-feira, 07 de Maio de 2026, 11:42 - A | A

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RENATO NERY

Quatro réus vão a júri pelo assassinato de advogado em Cuiabá

Todos os réus responderão por homicídio qualificado, organização criminosa, além da causa de aumento de pena em razão da idade da vítima, que tinha 72 anos à época dos fatos

João Aguiar

Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira, Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo assassinato do advogado Renato Gomes Nery, ocorrida em julho de 2024. A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva. Ainda não há data do julgamento.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o casal Julinere e Cesar são apontados como os mandantes do crime. Já Jackson e Ícaro teriam sido os intermediadores. A denúncia é assinada pelos promotores de Justiça Rinaldo Segundo, Rodrigo Ribeiro Domingues, Vinicius Gahyva Martins e Samuel Frungilo e pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos.

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Jackson Pereira Barbosa; e o casal Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos

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De acordo com a decisão, todos os réus responderão por homicídio qualificado, com incidência das qualificadoras de motivo torpe ou mediante paga, emprego de meio que resultou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da causa de aumento de pena em razão da idade da vítima, que tinha 72 anos à época dos fatos. Também foi mantida a imputação de participação em organização criminosa.

A sentença acolheu integralmente a tese apresentada na denúncia do MPMT de que o crime foi praticado de forma coordenada, no contexto de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre mandantes, intermediários e executores.

O crime aconteceu no dia 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Renato Nery foi alvejado por disparos de arma de fogo enquanto chegava ao local de trabalho.

A investigação apontou que o crime teria sido encomendado por Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, motivados por inconformismo com disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim.

Os dois teriam contratado a execução do homicídio pelo valor de R$ 200 mil. Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuariam como intermediários, responsáveis pela articulação com os executores, fornecimento da arma e intermediação dos pagamentos.

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