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SERVIDORES PÚBLICOS

ALMT analisa decreto para sustar descontos indevidos de consignados

Secretário de Gestãoe Planejamento, Basílio Bezerra, deve prestar esclarecimentos na ALMT

Patrícia Sanches

Deputados estaduais avaliam como grave a situação dos consignados e defendem a tomada de medidas para apurar a possibilidade de fraudes e também para auxiliar os servidores públicos que estão com os orçamentos “estrangulados” em razão de alto endividamento, em razão de hoje ser permitido o comprometimento de até 60% dos salários. "Que precisa uma investigação precisa, mas o Governo do Estado está tomando todas as medidas neste sentido", defende  Carlos Avalone (PSDB).

Apesar de considerarem a situação delicada, vários deputados ouvidos pela reportagem avaliam que o governo demostra estar dando respostas sobre a situação e que, por isso, neste momento não é necessária a criação de uma CPI, como alguns sindicalistas defendem.

Reprodução

Wilson Santos Carlos Avallone Lúdio Cabral ALMT

Deputados estaduais Wilson Santos, Carlos Avallone e Lúdio Cabral

Na sessão desta quarta (21), o deputado estadual estadual Wilson Santos (PSD) defendeu que o Parlamento suste os efeitos do convênio 030/2022, suspeito de descontos indevidos nos empréstimos consignados de servidores públicos estaduais de Mato Grosso.

“Governo Mauro Mendes acerta quando   anunciou ontem uma força-tarefa para fazer uma análise criteriosa, rigorosa. Enquanto isso está sendo feito, nós gostaríamos que esse Parlamento aprovasse esse decreto legislativo [de autoria de Wilson com coautoria de Max Russi] sustando os efeitos do convênio 030/2022”, disse.

Ontem (20), o Estado publicou decreto determinando a verificação e apuração de possíveis irregularidades cometidas por empresas consignatárias conveniadas ao Estado, em relação a créditos e valores consignados aos servidores ativos e inativos. A medida, segundo o governo, busca impedir prejuízos financeiros aos servidores públicos e assegurar eventuais ressarcimentos pelas consignatárias.

 Diante da situação, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) solicitou informações e também quer convocar o secretário de Planejamento e Gestão Basílio Bezerra para dar explicações. “Se não for satisfatório, cabe sim a instalação da CPI”, disso o petista. No entanto, ressalta que nos últimos anos já houve uma CPI, que apresentou relatório em 2018, mas que a maior parte das recomendações nunca foram implementadas, entre elas,  o limite de acesso aos consignados.

 "Há aposentados hoje que estão com praticamente toda a sua renda comprometida com o pagamento de consignados, de CDC, de agiotas. É preciso agir sobre isso. Do ponto de vista Legislativo, cabe a nós definir os limites existentes hoje, deveria ser no máximo de 30%”, argumenta sugerindo que o governo também encabece um processo de renegociação coletiva dos empréstimos existentes.

"Mais do que 30% a 35% é um absurdo. É crucificar o servidor no final das contas. O cara se desespera num momento de aperto e vai. ouvi o deputado Wilson falar que tem juros de até 9%, se for verdade, é um absurdo", pondera Avalone.

O presidente do Sinpaig, Antônio Wagner, que também esteve na Assembleia Legislativo de Mato Grosso (ALMT), cobra esclarecimentos e alerta que mais de 20 mil servidores podem ter sido lesados. Para ele, o decreto do Estado visa apenas tampar o sol com a peneira; "Ele vai querer auditar 39 bancos por amostragem, nós já estamos apontando o agulheiro inteiro, São esses os principais que estão com irregularidades", concluiu.

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Helio 21/05/2025

Estão esperando até quando ? O aval de alguém? A muito tempo isso vem existindo. Todos os dias meu celular recebe mensagens para fazer empréstimos. E com novas propostas . Cartão de crédito, sem cartão, mais com dinheiro na conta para sacar todo o montante. São muitos bancos, com muitas propostas, VOOTE.

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Silva 21/05/2025

Muitos servidores estão é ferrado. Os bancos trocam informações e descobrem telefone ,CPF, ENDEREÇOS, ETC. Fazem empréstimo, e renovam o mesmo empréstimo. Ainda por cima , tem uma outra, fazem empréstimo de cartão consignado , um empréstimo para comprar, na verdade é um empréstimo lançado na conta corrente, melhor todos tirando a última gota da margens.

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2 comentários

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