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EDUCAÇÃO

Imoral e inconstitucional, diz Sintep sobre Escola sem Partido do deputado Cattani

Jacques Gosch

Rodinei Crescêncio

greve professores trt.  Presidente do Sintep Valdeir Pereira

 Presidente do Sintep, Valdeir Pereira, pede que deputados estaduais reprovem o projeto 

O professor Valdeir Pereira, presidente do Sintep -  sindicato que representa os educadores da rede pública estadual -  classificou como “imoral e inconstitucional” o projeto de Lei apresentado pelo deputado estadual bolsonarista Gilberto Cattani (PSL) com objetivo de instituir o programa Escola Sem Partido em Mato Grosso. Caso seja aprovado, vai desencadear uma verdadeira “caça às bruxas” aos professores do Estado.

Hoje (05), o Sintep divulgou nota repudiando a iniciativa de Cattani. Segundo o documento, o PL não apresentar soluções para os problemas estruturais da Educação Pública Brasileira e e usa   justificativas à moda fake news - leia aqui. 

 O objetivo de promover “caça às bruxas” na educação fica evidente quando Cattani propõe que o Poder Público contará com canal de comunicação destinado ao recebimento de reclamações relacionadas ao descumprimento desta do Programa  Escola Sem Partido, assegurado o anonimato, o que na prática é um disque-denúncia contra os educadores mato-grossenses.   Além disso, quer tornar o descumprimento das  normas que pretende impor  atos de improbidade administrativa.

“O  projeto de Lei 284/2021 apresentado pelo deputado Cattani é inconstitucional e imoral porque estabelece e legaliza a prática da censura, mordaça e  perseguição, atentando contra a liberdade de cátedra e pluralismo de ideias presentes no ambiente escolar. E esperamos que os deputados estaduais de Mato Grosso se posicionem contra esse projeto,  que é um desserviço apresentado e contra à educação”, disse Valdir Pereira ao .

Para consolidar a “caça às bruxas”, Cattani ainda quer assegurar  aos estudantes o direito de gravar as aulas com o pretexto de  “permitir a melhor absorção do conteúdo ministrado e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola. No entanto, o objetivo é promover a perseguição no mundo real e nas redes sociais de qualquer educador que leve seus alunos a exercer o senso crítico e desagrade os “reacionários de plantão” como o próprio  parlamentar.

 Diretrizes

O projeto de Lei apresentado por  Cattani, que não é educador e nem possui qualificação técnica para debater o assunto,   coloca os educadores sob suspeição ao dizer que a categoria se aproveita  “da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias”. A proposta, na alegação do autor, busca proibir a suposta prática no âmbito dos estabelecimentos de ensino.  

 Cattani também quer proibir os professores de fazer propaganda político-partidária em sala de aula  ou  incitar seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas como se as escolas não tivessem projeto político-pedagógico. 

O deputado bolsonarista  também defende, no projeto, que as escolas respeitem o direito dos pais dos alunos a que seus filhos  recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções. Com isso, demonstra desconhecimento ou desrespeito a  pluralismo da própria  sociedade brasileira já que a liberdade de crença  é assegurada pela Constituição e famílias homoafetivas já são uma realidade.  

Ideologia de Gênero

Marcos Lopes

Cattani hj

Deputado Gilberto Cattani quer disque-denúncia contra educadores e aulas filmadas em MT

E como se não bastasse, Cattani usa o discurso da ideologia de Gênero como se os educadores de Mato Grosso, em vez de ensinar os conteúdos, estivessem dedicados a incentivar os alunos a transexualidade ou homossexualidade dentro das escolas.  Com isso, destila homofobia e desconhecimento da realidade da educação pública.

“Nos últimos anos a sociedade brasileira testemunhou uma série de ações contra os valores éticos e sociais da família, mencionados como dignos de respeito no inciso IV do art. 221 da Constituição Federal, no capítulo dedicado à Comunicação Social. Estas ações migraram do rádio para a televisão, e desta para as páginas da internet, culminando nas escolas, especialmente no que se refere à ideologia de gênero e da orientação sexual, estimuladas por ideologias partidárias, ansiosas por substituir valores éticos, morais e religiosas por concepções ideológicos partidárias, procurando de um só golpe, substituir aqueles valores pelo que eles consideram certos ou “modernos”, diz trecho da justificativa do PL.

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CHIRRÃO 05/05/2021

Hoje os alunos batem nas caras dos professores, culpa da esquerda que sempre esteve INFILTRADA NA EDUCAÇÃO "com o método Paulo Freire". DEFENDO ESCOLA PLENA E MILITARES !

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José 05/05/2021

Acho ótimo. ASSIM quando qualquer professor BOZO abrir a boca pra falar BOSTA os alunos e até os pais podem manda-lo CALAR A BOCA.

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Kingnaldo 05/05/2021

O que é que o gado sabe, além de ruminar? Deixem seus filhos serem educados de maneira correta, para não serem “caninamente” manipulados como vocês.

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Benedita da Silva 05/05/2021

Creio que o parlamentar, assim como alguns comentaristas desconhecem a Constituição e a manifestação do STF. "O que dizem as Leis? A Constituição Federal assegura ao(à) educador(a) o direito à liberdade de cátedra, que se resume em sua liberdade de atuação em sala de aula. Portanto, qualquer lei que viole esse direito se torna inconstitucional O que dizem o STF e o MPF? Decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e recomendações do Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), reafirmam a inconstitucionalidade do projeto Escola sem Partido e da censura e perseguição a educadores(as). Simples assim!

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Raul 05/05/2021

Povo de Matogrosso, você é um reles pobre de direita. Um rato anti-petista, quando sai do esgoto é só para disseminar ódio. Em vez de "povo de Matogrosso" deve dizer "povo do esgoto".

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Marcos 05/05/2021

alexandre, cada vez mais ignorante, tapado, idiota!

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JOSÉ MARQUES BRAGA 05/05/2021

DE VOLTA PRO FUTURO. ESTE DEVE O NOME DESSES POLITICOS RETÓGRADOS E ANALFABETOS POLITICOS, CARREGADOS DE TOSQUICE E IGNORANCIA.

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alexandre 05/05/2021

escola sem petismo...

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Povo de Matogrosso 05/05/2021

Imoral é petista usar essa palavra. Imoral é a doutrinação que fazem nos alunos. A lei tinha que ser para colocar na cadeia quem destruiu a educação no Brasil e em MT. Criaram um monte de analfabetos funcionais doutrinados e esquerdistas pontuados entre os PIORES estudantes do mundo.

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Goiano 05/05/2021

Esta mais do que certo, esquerdista chora, vejam a palhaçada que é o projeto do Valdir Barranco PT

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Sérgio Ramos 05/05/2021

Imoral é essa esquerda que se acha acima de todos.

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Felipe 05/05/2021

Imoral, e pra que não dizer nojenta, é essa doutrinação política promovida por alguns professores, a maioria com viés socialista, tentam empurrar para crianças desde a sua formação inicial, sua ideologia como verdade absoluta... Nesse ponto, creio que a escola não pode ter partido, o aluno tem que ser livre para formar suas convicções!

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12 comentários

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