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Órgãos Sexta-feira, 11 de Abril de 2025, 19:05 - A | A

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PROCURADOR DA AL

OAB-MT suspende advogado preso por morte de morador de rua em Cuiabá

Presidente Gisela Cardoso instaurou uma medida cautelar de suspensão preventiva em desfavor de Luiz Eduardo

Geovanna Torquato

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), suspendeu preventivamente a licença de Luiz Eduardo Figueiredo Rocha, procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), preso pela morte do morador em situação de rua Ney Muller Alves Pereira, de 42 anos, em Cuiabá. A decisão foi tomada pela presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, nesta sexta-feira (11). 

Divulgação

Sede a OAB-MT

Em nota, a entidade afirmou que a suspensão aconteceu de forma excepcional, baseado no regimento interno da Ordem e pela gravidade do caso. Além disso, a presidente mandou instaurar uma medida cautelar de suspensão preventiva em desfavor do suspeito e encaminhamento ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT. 

Investigação

Luiz Eduardo é suspeito de matar Ney Muller Alves Pereira, de 42 anos, com um tiro no rosto no bairro Boa Esperança, na noite de quarta-feira (9). Ele se apresentou à polícia nessa quinta-feira (10) e está preso preventivamente. 

Segundo a Polícia Civil, o procurador estava jantando com a família em um posto de combustível quando ficou sabendo que alguns veículos tinham sido depredados na região. Em seguida, ele deixou os familiares em casa e foi até a polícia registrar o fato, mas encontrou a vítima no caminho efetuou o disparo.

O delegado da Polícia Civil, Edson Pick, afirmou que o suspeito não conhecia a vítima, mas apenas as características repassadas no posto de combustível. “Falaram [para ele] que era uma pessoa magra, alta, com uma camiseta vermelha e de short. E aí ele viu nas duas oportunidades a mesma pessoa com as mesmas características”, disse Pick. 

À polícia, Luiz afirmou que não tinha raiva e que estava tranquilo no momento do disparo, alegando que não sabia o que se passava na cabeça dele. O advogado dele, Rodrigo Pousso, ainda disse que seu cliente não tinha a intenção de matar. 

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