Polícia

Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 08h:02 | Atualizado: 25/09/2020, 15h:47

FLAGRANTE

Adjunto da Casa Civil é preso pelo Gaeco por suspeita de recebimento de propina

Após receber denúncias sobre possível crime de corrupção de agente público estadual, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou diligências de monitoramento e prendeu em flagrante, na noite desta quinta (24), o secretário-adjunto de Administração Sistêmica da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira.

Reprodução

Wanderson Nogueira, adjunto da Casa Civil

Wanderson Nogueira é ordenador de depsesas de pelo menos 4 pastas da gestão estadual

No momento da prisão, o servidor comissionado estava com R$ 20 mil. Há indícios de que o dinheiro tenha sido repassado pelo representante de uma empresa que teria sido supostamente foi favorecida em uma licitação do governo. A transação teria ocorrido dentro da Casa Civil, horas antes da prisão, segundo o Gaeco.

O secretário-adjunto foi autuado em flagrante por crime de corrupção passiva e será encaminhado para audiência de custódia nesta sexta (25).

Wanderson é, desde janeiro de 2019, ordenador de despesas do Gabinete de Governo, do Gabinete de Assuntos Estratégicos, do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção e do Gabinete de Comunicação do Estado.

O adjunto é graduado em Ciências Contábeis pela Univag, é especialista Gestão Empresarial e em Finanças Empresariais e Controladoria. Wanderson possui vasta experiência em gestão administrativa, tendo atuado por 23 anos na Companhia de Bebidas das Américas (Ambev).

Veja nota do Governo do Estado:

O servidor Wanderson de Jesus Nogueira que exercia a função de Secretário Adjunto Sistêmico, da Casa Civil, já foi demitido do cargo, na noite de quinta-feira (24.09), assim que chegou ao conhecimento do Governo de Mato Grosso a prisão. A demissão será publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (25.09).

O Governo reitera que não coaduna com qualquer prática de crime e que atua fortemente no combate à corrupção.

Toda denúncia de possível irregularidade terá sempre o respaldo do Governo para sua investigação, esclarecimento e o apoio à punição severa de qualquer servidor ou cidadão envolvido em corrupção.

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Comentários (22)

  • Citizenship | Sábado, 26 de Setembro de 2020, 13h05
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    Tobias de Aguiar: eu não lhe conheço e penso que você também não me conhece. Minha argumentação está toda orientada para acentuar a primazia do direito de defesa ante condenações midiáticas prévias à condenação definitiva em sentença judicial. Um dos direitos fundamentais decorrente dos direitos humanos é o direito de defesa como preservação dos laços de interação social que a pessoa possua em sua inserção social, contra acusações injustas e contra a desigualdade na "paridade de armas" quando o indíviduo se defronta com o poder do Estado ou de multidões, movidas pela avalanche da mídia, muitas vezes. Mas, enquanto eu defendo uma postura ética coerente com o direito penal, como síntese das aprendizagens produzidas ao longo da história, contra linchamentos e inquisições, você muda o foco da discussão e passa a agredir a mim. Sem me conhecer, afirma que eu seja de um suposto "escritório", "laxante de corruptos", orientado pela perspectiva do "beiçola de Diamantino", que entendo que seja uma referência muito ofensiva e deselegante ao Ministro Gilmar Mendes, do STF, a quem atribuo muita responsabilidade pela produção desta carnificina persecutória que instalou-se no país, apesar de reconhecer que ele recentemente tem procurado opor-se a ela, tardiamente. Meu tipo de atitude difere da sua. Procurei apontar os limites da informação que a imprensa oferecia até aquele momento e enfatizar que o jornalismo devia preocupar-se em preservar a imagem do acusado. O "jornalismo inquisitorial" também já está deixando vítimas na própria imprensa por colaborar com a sanha persecutória e desprezar sob a égide de suposto "interesse da sociedade" a preservação da dignidade dos acusados. Conduta irrepreensível penso que seja não enxovalhar as pessoas, mesmo quando erram. Se erram, aplicam-se as sanções previstas em lei. Mas, somente depois de concluído o processo judicial. O jornalismo não pode ser condenação prévia, especialmente se os jornalistas produzem uma matéria sem nenhuma densidade, apenas com a roupagem do escândalo. Tal como não lhe desferi ataques, espero que pare de tentar incriminar a mim. Se eu fosse advogado, não deveria ser atacado por defender o direito dos acusados. Em não sendo, também não devo sofrer ataques por defender a valia do direito condizente com os direitos humanos.

  • Tobias de Aguiar | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 21h38
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    Citzen Chip...se vc estiver correto, que se devolva os 70 bi restituídos aos cofres públicos graças às ações do MP/MPF. Mas considerando o seu posicionamento, está claro que você defende os interesses do seu escritório. Em nenhum momento você falou em conduta irrepreensível de um servidor, moralidade pública, e interesse pró sociedade. Mas você esta certo, afinal de contas todas as peças, diligências, recursos, interposição de embargos, valem muito mais do que a homologação de uma colaboração - esse é o termo correto - premiada, não é nobre???

  • Citizenship | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 13h43
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    Tobias de Aguiar: se a imprensa faz uma divulgação insuficiente de informações, prefiro considerar a necessidade de acentuar o direito de defesa dos acusados. O que tenho certeza é de que a história recente do Brasil contém excesso de condenações midiáticas prévias aos processos criminais e dificuldade para reverter em favor dos acusados a credibilidade anterior que eles possuiam mesmo quando as suas acusações não se confirmaram. Houve muitas acusações inverossímeis, delações premiadas destituídas de base probatória tidas como verídicas exclusivamente com base no depoimento do delator; juiz divulgando documentos e informações algumas em flagrante contradição da lei, outras vezes, para "dar conhecimento à sociedade", mesmo quando os processos ainda tramitavam e não havia sentença sequer de primeira instância; juiz orientando o Ministério Público para "reforçar" a acusação; inserção de documentos depois da fase de produção de provas; sentenças criminais sem acusação específica. Considerando tudo isso, penso que sequer a imprensa deveria divulgar o nome do acusado ou publicar sua foto. A ênfase deveria ser na determinação do juiz para que houvesse diligências e se foi o caso, busca e apreensão de material para exame e investigação. Se posteriormente o acusado for inocentado, ninguém se preocupará de refazer sua dignidade. Esta é minha preocupação.

  • Tobias de Aguiar | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 12h19
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    CitzenShip - Se você não conhecia o réu, se você não acompanhava a rotina laboral, se você não leu as peças acusatórias, se você não teve acesso às provas, - afastamento de sigilo telemático, telefônico, se você não leu o mandado de execução de busca, apreensão e prisão do ALVO, pelo próprio JUIZ DE DIREITO DO PODER JUDICIÁRIO, como você pode estar emitindo juízo de valor opinião abstrata e genérica de um fato concreto? Tu és assessor do escritorório de advocacia do BEIÇOLA DE DIAMNTINO? O laxante de corruptos???

  • Tobias de Aguiar | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 12h13
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    SERVIDOR PÚBLICO - vossa senhoria não leu a Lei complementar 04/90 em seu TÍTULO I, lá no início? Nem isso você leu? E a Lei 8112/90, da adm. publica federal, também não leu? Vicento Paulo & Marcelo Alexandrino? Maria Sylvia di Pietro? Gustavo Bachette? Estás muito mal em doutor? Como passou em concurso público, foi no estado???

  • Rafael | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 10h48
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    o briga boa... foi mexer no vespeiro já tomou um direto de esquerda...kkkk O bom nessas brigas politicas que ganha a soliedade. Agora seria interessante uma operação em uma grande secretaria de obras, esse aí não é nem a ponta do iceberg de tão pequeno.... cabe destacar que o cargo dele é de extrema confiança, não é concursado e este é o exemplo do que querem os politicos, acabar com a estabilidade para nomear tipos como este. Aí dá merda ele exonera e gera a sensação de que se acabou com o esquema... SQN

  • Elda Mariza Valim Fim | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 10h30
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    Parabéns ao GAECO! excelente trabalho!

  • Citizenship | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 10h12
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    1. Não conheço esse sr. Wanderson. 2. Mas, as notícias divulgadas são insuficientes para fazer compreender que a acusação de corrupção passiva seja irrefutável. 3. Não sabemos como configurou-se o flagrante. 4. Todo cidadão tem direito à defesa até a condenação defintiva em processo judicial. 5. A autoridade governamental pode demitir servidor comissionado a qualquer tempo. 6. Quem assina a nota à imprensa que justifica a demissão? Governador? Secretário da Casa Civil? Quem???? 7. Quem nomeou? O Governador ou o próprio Secretário da Casa Civil? 8. O que mais causa estranheza é que ninguém assina a nota à Imprensa. É um ente abstrato: Governo ... nenhuma pessoa responde pela nomeação do acusado nem pela informação à sociedade de sua exoneração. 9. Se ele era ordenador de despesas, é porque quem lhe repassou essa atribuição confiava muito nele. Não?

  • Eleitora | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 09h31
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    É governador, quem tem telhado de vidro não atire pedra!!! Agora não pode mais falar que é só o prefeito que tem secretário envolvido em corrupção!!!

  • Eleitor | Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020, 09h30
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    4

    Uai mais esse sujeito é secretário adjunto da Prefeitura ou do Estado? Porque do jeito que o Governador ataca o prefeito acho que não teria um secretário que recebe propina! Explica ai Governador!

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