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Polícia Quarta-feira, 04 de Junho de 2025, 11:37 - A | A

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CASO GABRIELI MORAES

Advogada diz que alegação de policial ter distúrbio mental é inconsistente

Ricker Maximiano de Moraes está preso desde o dia 26 de maio; em depoimento, ele afirmou que morte de Gabrielli foi uma "fatalidade" e que tudo ocorreu “em um momento de cabeça quente”

João Aguiar e Cecília Nobre

A advogada Larissa Leite, que faz a defesa da família da estudante de enfermagem Gabrieli Daniel de Moraes, de 31 anos, afirmou que a alegação do marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, de que tem distúrbio mental é falaciosa e não corresponde com a atitudes que ele teve no dia do crime. O PM está preso suspeito de matar a esposa a tiros.

Divulgação

Caso Gabrielli Moraes - Noemi Daniel e advogada Larissa Leite

Noemi Daniel, mãe da vítima Gabrielli (à esquerda) e a advogada criminalista Larissa Leite (à direita)

Gabrieli foi morta na noite do dia 25 de maio, no bairro Praeirinho, em Cuiabá, com três tiros, sendo um na cabeça e os outros dois na barriga e em uma das pernas. Após cometer o crime, Ricker teria fugido com os filhos, de 3 e 5 anos, e deixado as crianças na casa do pai dele, junto com a arma de fogo e o veículo usado na fuga. 

Logo após a prisão, a defesa de Ricker, patrocinada pelo advogado Rodrigo Pouso, entrou com pedido de liberdade provisória alegando transtorno depressivo recorrente. O pedido não foi aceito pela justiça, que manteve a prisão do PM.

Para a advogada Larissa Leite, a alegação é ‘totalmente inconsistente’. “A partir do momento que há informações no inquérito, que já foram divulgadas inclusive, de que ele se apresentou tranquilamente perante o batalhão, logo após o cometimento do crime”, destaca.

“Uma pessoa que informa que está em surto psicótico, que alega um distúrbio mental, não corresponde com a imagem relatada de uma pessoa fardada que levava os filhos dentro do carro para ser evadida do local do crime, deixa com os pais, deixa a arma do crime com os pais, troca de carro com a irmã e vai se apresentar perante ao crime”, salienta.

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Ricker Maximiano de Moraes e Gabrieli Daniel de Moraes

Para a jurista, é “muita sensatez para quem está em surto”. No dia seguinte ao crime, o PM se entregou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Capital. Durante a audiência de custódia, Ricker afirmou que a morte de Gabrieli foi uma "fatalidade" e que tudo ocorreu “em um momento de cabeça quente”. Em seguida, o militar usou o direito de permanecer em silêncio e não detalhou o crime, nem a motivação. Atualmente, Ricker continua preso.

Noemi Daniel, mãe de Gabrieli, veio à Cuiabá, nessa terça-feira (03), para levar seus dois netos, de 3 e 5 anos, para morar com ela, no Pará. Ela conseguiu a guarda das crianças após a família do PM levá-las para visitar o pai no Bope, onde ele se encontra preso.

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alex r 04/06/2025

Quando se quer alegar disturbio tem que ser antes tá... Agora é consequência do ato! Cadeia Nele! Se fosse 1 mundo era perpetua! Com trabalho forçado ! Então agradeça e só aceite a prisão 40 anos vc fica 12 e sai ... Já vi muito acontecer!

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João Benedito Souza 04/06/2025

Eh agora desculpa dele e distúrbio..Na hora fez besteira estava de boa .E o Rapaz inocente que ele deixou inválido tem meter um processo doloroso nas costa de dele ou vai alegar que estava com distúrbio também no dia.Eke tem ir preso em Presídio Federal por 30 anos.

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2 comentários

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