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ENTRADA DE CELULARES

Coronel compara corrupção dentro de presídios a câncer; sindicato repudia

Ex-comandante-geral da PM pediu desculpas após fala, mas reiterou existência de "home office de crimes" no sistema prisional

Cecília Nobre

O coronel aposentado e ex-comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes, pediu desculpas ao Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindspen) nesta quarta-feira (04), após declaração feita ontem em que compara a corrupção em presídios a um câncer e que a entrada de celulares nos presídios pode partir inclusive de servidores e "nunca vai acabar”. 

"Se não acabar com os sinais dentro dos presídios, vai continuar com o mesmo problema, porque a corrupção que acontece é um câncer no sistema, podendo ser através de servidores, advogados, prestadores de serviço, de visitas, de familiares, e até mesmo a entrada [de celulares] via aérea, através de drones. Então, a entrada de celulares nos presídos nunca vai acabar", disse Mendes no PodCast do jornalista Antero Paes de Barros, no Jornal da Cultura.

Rodinei Crescêncio/RDNews

Coronel Alexandre Mendes - Comandante da PM de MT

Coronel aposentado Alexandre Mendes, ex-comandante-geral da Polícia Militar

A declaração do coronel causou “indignação” do Sindspen, cujo  presidente, Amaury Neves, publicou um vídeo afirmando que a fala de Mendes foi “generalizada” e que há “servidores bons”.

“A categoria tem profundo respeito pelo senhor, mas ficamos decepcionados com a fala do senhor ontem. Não precisa denegrir (sic) a Polícia Penal (...) que está ali enfrentando facções criminosas, crime organizado, sendo ameaçados, assediados, mas resistem. Então, por favor, exigimos respeito”, disparou Neves - veja o vídeo:

Por meio de nota, Mendes afirmou que a corrupção nas penitenciárias não está restrita a uma categoria de servidores públicos. “Não adianta dourar a pílula: a atuação de uma Corregedoria forte diminui, sim, a entrada de celulares nos presídios, seja aqui ou em qualquer outro lugar (...) Não há como evitar esse mal”, disparou.

O coronel pediu “escusas a quem se ofendeu”, mas reiterou que o Estado precisa melhorar melhor a “inteligência e tecnologia na área” a fim de bloquear sinais.

“Se há um home office para o crime em nossos presídios, isso passa pela nossa responsabilidade ao permitir isso, passa inclusive pela nossa indignação primária. Aos colegas da Polícia Penal, saiba que sempre tiveram e terão o meu respeito e admiração e sou testemunha que a maioria dos servidores públicos deste Estado são formados de pessoas honestas e de caráter”, afirmou Mendes.

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Derysi Cuneat 04/12/2024

O coronel foi inábil em suas falas, mas afinal, por onde entram tantos celulares, drogas e dinheiro no presídio. A verdade as vezes dói, então não subestimem a inteligência das outras pessoas.

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1 comentários

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