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Polícia Sexta-feira, 04 de Julho de 2025, 14:04 - A | A

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RASTRO TÓXICO

Dono de posto e funcionários são presos suspeitos de abastecimento clandestino

Durante a abordagem, os policiais suspeitaram que o empresário estaria tentando eliminar vestígios do crime

Da Redação

O dono de um posto de combustíveis, em Conquista D'Oeste (a km de Cuiabá) e dois de seus funcionários foram presos, na quarta-feira (02), suspeitos de integrar o esquema de abastecimento clandestino de combustíveis no município. As investigações iniciaram após denúncias da ação ilegal.

De acordo com a Polícia Civil, o empresário descumpria as normas legais no processo de armazenagem, transporte e comercialização de produto ou substância perigosa, estabelecidas no art. 60, da Lei nº 9.605/98 (de Crimes Ambientais). Em posse das informações e demais diligências apuradas, foi deflagrada a Operação Rastro Tóxico.

Edilson Dantas / Agência O Globo

Combustivel

Ao chegar ao local, a equipe policial visualizou o dono do posto indo para os fundos do estabelecimento, aparentemente para conferir os drenos de resíduos do barracão anexo ao local, sendo acompanhado pelos policiais. Ao retornar, o empresário disse aos funcionários: “limpa aquela areia lá”. Nesse momento, os policiais suspeitaram da ordem, deduzindo que o suspeito estivesse orientando seus colaboradores a eliminar vestígios do crime ambiental.

Diante disso, parte dos policiais deslocou-se até a rua de trás do posto, por onde se dá acesso ao barracão. Nesse momento, o gerente do posto e um outro funcionário foram flagrados carregando uma bomba grande e diversos canos na caçamba de uma caminhonete Toyota Hilux, de propriedade do empresário. Na ocasião, foi feita a abordagem dos indivíduos, no momento em que saíam do barracão, interrompendo, assim, a tentativa de ocultação de provas.

Foram apreendidos um motor/bomba, utilizado para transferir combustível do posto ao barracão; conexões e tubulações diversas, empregadas no sistema de abastecimento clandestino; um container plástico cheio de óleo diesel; diversos documentos do escritório administrativo, com indícios de controle paralelo de movimentação de combustíveis; além do aparelho celular do investigado.

No local também foi observada a existência de um poço artesiano, instalado entre o posto e o barracão, com ligações diretas a ambos, sem registro de licenciamento ambiental conhecido; um sistema de escoamento e drenagem de líquidos, que direcionava o combustível derramado no abastecimento clandestino para uma caixa de gordura localizada na lateral do barracão, dentro de um campo de futebol, situado nos fundos do posto; além de um acesso livre aos tanques subterrâneos do posto, com presença de bombas de captação e mangueiras direcionadas, exclusivamente, ao barracão, permitindo que o combustível fosse comercializado sem registro nas bombas formais da praça do posto.

Diante dos fatos, os três homens foram detidos e conduzidos até a delegacia para os devidos trâmites legais cabíveis, devendo responder por crimes ambientais. O estabelecimento foi embargado e todo o material apreendido foi encaminhado para análise e os laudos periciais a serem produzidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

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