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Polícia Sábado, 03 de Maio de 2025, 15:50 - A | A

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CUIABÁ

Homem é preso suspeito de vender carne de cavalo fingindo ser bovina

Suspeito alegou que a carne era de uma novilha de sua propriedade, mas não apresentou documento que comprovasse

Cecília Nobre

Um homem foi preso na tarde desta quinta-feira (02), no bairro Três Barras, em Cuiabá, após ser flagrado pela Polícia Militar transportando carne de um animal abatido no porta-malas de um Fiat Uno, possivelmente de cavalo, que iria vender como se fosse de gado. Essa não seria a primeira vez que o homem teria cometido tal crime.

Reprodução

Sirene PM

A Polícia Militar foi acionada às 17h30 após uma denúncia de carregamento de carne de um cavalo abatido, dentro de um porta-malas. Com base nas informações, os policiais conseguiram localizar e abordar o carro mencionado. Durante revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado com o condutor. No entanto, ao realizar a busca no veículo, os policiais localizaram partes de um animal abatido. Segundo a PM não foi possível identificar se a carne era bovina ou equina.

Questionado sobre a origem da carne, o homem afirmou que se tratava de uma novilha de sua propriedade, e que o animal havia ficado solto nas proximidades do supermercado Atacadão, no bairro Morada do Ouro. No entanto, ele não apresentou nenhum documento que comprovasse a propriedade ou a origem legal da carne.

Abate clandestino

O denunciante relatou ainda que o mesmo suspeito já teria furtado e abatido um cavalo de sua propriedade dias atrás e que possui fotos e vídeos que comprovam os atos. Segundo ele, o homem costuma abater cavalos e vender a carne de forma clandestina. A Polícia Militar orientou o comunicante a reunir todo o material comprobatório e entregar ao delegado plantonista.

Diante das suspeitas e da falta de comprovação da origem da carne, os policiais deram voz de prisão ao condutor, que foi encaminhado à Central de Flagrantes, sem uso de algemas e sem apresentar lesões corporais.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. A procedência da carne apreendida também será analisada, podendo configurar crime contra a saúde pública e maus-tratos a animais, dependendo da confirmação da espécie abatida.

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