Os deputados estaduais Nininho e Romoaldo são alvos da Operação Chapéu de Palha, deflagrada pela Polícia Federal com buscas nos gabinetes
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta (9), uma operação em Mato Grosso. Mais de 30 equipes cumprem as ordens judiciais desde o início da manhã. Os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e Romoaldo Júnior (MDB) são dois dos alvos. Agentes estão nos gabinetes deles na Assembleia, no Centro Político e Administrativo (CPA), na Capital. A operação foi batizada de "Chapéu de Palha".
Os policiais entraram pelos fundos do prédio do Legislativo e cumprem mandados lá dentro desde o início desta manhã. A coordenadoria militar e a procuradoria da Assembleia acompanham o cumprimento dos mandados.
Além disso, há mandados de busca e apreensão sendo cumpridos na Prefeitura de Itiquira, onde Nininho tem base eleitoral e já foi prefeito. O atual gestor é o irmão dele, Humberto Bortolini, o Betão (PSD). A PF cumpre mandados na casa de Humberto e também contra secretários da gestão dele, segundo apurou o
.
Policiais também estiveram na casa de festas Arco da Lapa, em Cuiabá - trata-se de mandado busca e apreensão. Os agentes federais chegaram em uma viatura descaracterizada até o local para cumprir os mandados, de forma a não chamar atenção para a ação. Kllaus Cesar Souza Dos Santos, sócio-proprietário da casa de festas, era aguardado pelos agentes no local.
O
apurou que a Justiça Federal de Rondonópolis conduz o caso e decretou sigilo na investigação que desencadeou a ação de hoje.
Em nota, a PF informou que a Operação Chapéu de Palha tem como objetivo colher provas para a investigação que apura fraudes à licitação e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
Estão sendo cumpridos 39 mandados de busca e apreensão em vários municípios de Mato Grosso (Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Alto Taquari, Itiquira, Juscimeira, Jaciara, São Pedro da Cipa, Dom Aquino, Alta Floresta) e Votuporanga (SP).
Ao todo, foram empregados mais de 130 policiais federais no cumprimento das ordens judiciais. A Controladoria Geral da União (CGU) participou da fase preliminar de levantamento das informações. "Mais detalhes sobre a investigação não podem ser fornecidos, considerando o segredo de justiça imposto nos autos", diz a nota.
A defesa do deputado Nininho, feita pelo advogado José Carlos Guimarães Júnior, informou que o parlamentar não tem qualquer relação com os fatos nem com as empresas investigadas pela Polícia Federal. E criticou o fato de a operação ter sido realizada antes que ele fosse ouvido para prestar qualquer esclarecimento.
"O que muito me estranha é que a investigação é de fatos de 2013 e o deputado não foi convocado uma vez sequer para prestar informações sobre isso. Não existe nenhum fato ou intimação por parte da Polícia Federal, ou do Ministério Público Estadual, onde começaram essas investigações, não houve qualquer pedido de esclarecimento por parte do deputado. Mas parece ser uma nova ação midiática em que tentam colocar parlamentares no meio disso para atrair olhar da mídia. É só isso", declarou.
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Realista 09/12/2020
Trabalho perdido da PF. Não vai dar em nada.
Israel Borges 09/12/2020
NININHO E INOCENTE E SO AGUARDAR
Gil 09/12/2020
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Chico Bento 09/12/2020
Está certa a Teka Almeida. São sempre os mesmos. Será que não chegarão a ser presos, como foram Riva e Silval?
Jão Barra do Garças 09/12/2020
Que novidade dois politicos conhecidos alvos da POLICIA FEDERAL. Propina, licitação fraudulenta
Teka Almeida 09/12/2020
Não é de admirar... Vejam os nomes... sempre os mesmos atores. Pior que não tomam vergonha na cara. Só são corajosos quando ocultos, quando estoura as operações se dizem inocentes... tornam-se comprovadamente covardes.
6 comentários