Hangar em Poconé (a 100 km de Cuiabá) é fechado durante as operações Catrapo e The Fallen deflagradas hoje (6) pela Polícia Federal. Durante investigações, a PF descobriu que mais de 30 aviões ligados ao paranaense Sérgio Roberto de Carvalho, conhecido como "Pablo Escobar brasileiro", ou Major Carvalho, eram trazidos irregularmente para um angar em Poconé (a 100 km de Cuiabá) onde eles eram "transformados" para serem usados para o transporte de cocaína para Europa.
De acordo com que o
levantou, a organização criminosa é responsável pelo tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando sendo liderada pelo ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, que ficou conhecido como Pablo Escobar brasileiro, preso em junho na Hungria.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema comandado pelo ex-policial prevê o envio de drogas à Europa, Ásia e África por meio de portos brasileiros. Um dos principais pontos de saída da droga, mostram as investigações, seria o porto de Paranaguá, no Paraná.
Catrapo e The Fallen
Deflagrada nas primeiras horas de hoje, a operação Catrapo cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão temporária, expedidos pela 5ª Seção Judiciária do Mato Grosso, em Mato Grosso, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas e Paraná.
Durante as investigações foi identificado que a organização criminosa se utilizava do modal aéreo para transportar a cocaína adquirida no Peru e na Bolívia para a Europa, utilizando Mato Grosso como entreposto. A Polícia Federal interceptou 2 toneladas de cocaína e identificou R$ 40 milhões em patrimônio durante a apuração.
Já a The Fallen cumpre 21 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal em Pernambuco, nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia.
As investigações tiveram início em 2020 após a importação suspeita de peças de aeronaves portuguesas por uma trading de Recife/PE, que as introduziu no Brasil pelo porto de Itajaí/SC. Após apurações conjuntas entre a PF, a Receita Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), foi constatado um esquema de contrabando de peças de aeronaves para o país para a utilização por narcotraficantes em atuação na fronteira.
Apura-se, ainda, a estratégia de lavagem de dinheiro montada pelo grupo criminoso, qual utilizava de empresas de fachada para movimentar valores no território nacional. Além disso, eram utilizadas empresas com sede no exterior para viabilizar a compra de aeronaves fora do Brasil, as quais eram usadas pela organização criminosa investigada e cedidas para outros grupos criminosos.
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Jorginho 06/07/2022
É Livramento, Poconé e Cáceres.
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