O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, se apresentou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde desta quinta-feira (10), suspeito de executar o morador em situação de rua Ney Muller Alves Pereira, de 42 anos. Ele havia sido identificado pela Polícia e foi preso. O crime aconteceu próximo ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, na noite dessa quarta (09).
De acordo com a Polícia Civil, Luiz foi identificado como o autor do crime, após investigações da DHPP. O procurador se apresentou junto de seu advogado. Ele também entregou a arma de fogo e o veículo utilizados no momento do crime.
Cabeça de Urso/Montagem Rdnews
No detalhe, o procurador da ALMT Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva.
Ainda segundo a força policial, o crime teria sido motivado pelo fato de que Ney Muller teria, supostamente, danificado o carro do procurador, entretanto não há detalhes sobre essa situação.
Luiz Eduardo está sendo interrogado pelo delegado Edison Pick, que lavrará o flagrante pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e cometido por meio de emboscada.
O procurador é concursado, tendo assumido o cargo em março de 2015. Atualmente ele está lotado na Subprocuradoria-Geral de Gestão de Pessoas, trabalha 30 horas semanais e recebe um salário bruto de R$ 54,8 mil.
AL promete medidas
O presidente da Casa de Leis, Max Russi (PSB), afirmou que Luiz “se apresentou voluntariamente” à delegacia. Segundo Russi, todas as medidas necessárias serão tomadas. Ele destacou que a ALMT não aceitará tal conduta por parte de funcionários “nem de ninguém”.
“Nós não podemos aceitar isso, admitir isso. Vamos escutar, lógico, a versão dele. Mas isso é uma vida que foi ceifada, uma vida que foi tirada, independente do que a pessoa fazia, onde ela estava, ou o que ela estava fazendo. E a Assembleia vai tomar todas as medidas”, disparou Max.
Por meio de nota, a ALMT disse “lamentar profundamente a morte do cidadão Ney Muller” e ressalta que todas as providências administrativas cabíveis em relação ao caso serão tomadas. Até o momento, a motivação do crime não foi divulgada.
O crime
Ney Muller foi morto com um tiro no rosto, na Avenida Edgar Vieira, próximo a UFMT, no bairro Boa Esperança. De acordo com a Polícia Miltar, estudantes da universidade testemunharam o assassinato.
Por meio de relato, os acadêmicos disseram que Ney estava caminhando, quando uma caminhonete Land Rover preta parou, o motorista chamou o morador em situação de rua pelo nome e atirou. Em seguida, o suspeito fugiu sentido a Avenida Fernando Corrêa da Costa.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a vítima já não apresentava sinais vitais.
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APOLINARIO GENTIL USKNOV 11/04/2025
PETEBAS ZE DA ROÇA E CITIZENSHIP, Cuidado com dedos apontados as cegas, já se esqueceram do caso "QUEM MATOU MARIELLE?"
Olga 11/04/2025
Estudo, bom salário não livra o homem mau de cometer atrocidades.
Zé da roça 11/04/2025
Me disseram que arma é só pra quem tem perfil e Preparo. Mais um Bozoloide fazendo merda.. deram o direito de andar armado e depois se acha no direito de Matar. Chama Catani, Nicolas, Nelson Barbudo, Elizeu nascimento, Mauro Mente pra dar coletiva Hipócritas, Narcisistas... Cadeia pra esse CRIMINOSO
Citizenship 11/04/2025
A "motivação do crime" ninguém sabe. O que se sabe é que se o atirador estivesse sem uma arma, ele não seria um atirador. Mesmo que quisesse agredir à vítima, possivelmente ela ainda estaria viva. A baixaria bolsonarista difundiu que as pessoas usariam as armas para proteger suas vidas quando atacadas por "criminosos". Eis aqui mais um caso demonstrando quando o negacionismo é errado e acaba criando mais crimes do que supostamente pretenderia evitar.
Todeolho 10/04/2025
Tomara que esse crime não seja mais um à estatística. Que o assassino seja punido de acordo com Lei. Que seja acusado, indiciado, julgado e condenado à prisão em regime fechado. E que a AL MT dê exemplo e não passe pano para quem cometeu crime de homicídio. Cadeia Nele, e perda da estabilidade funcional do serviço público.
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