O professor do ensino fundamental Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, segue desaparecido desde a noite de sábado (26), quando foi visto pela última vez no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Passados quase três dias, a família segue em busca de respostas após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular do jovem, além de uma foto com indícios de manipulação.
Bruno Humberto de Moraes, irmão gêmeo de Breno, relatou que o professor esteve em uma sorveteria no bairro onde moram e, por volta das 20h, passou em casa agitado. Ele pegou um capacete para encontrar uma pessoa com quem havia combinado de sair e avisou que voltaria logo. “E, quando ele fala isso, realmente não demora”, afirmou o irmão.
Bruno disse que foi acordado pela mãe por volta das 23h, e ela avisou que Breno ainda não havia chegado.
Preocupados, os familiares tentaram ligar para o professor, sem sucesso. Pouco depois, apenas Bruno passou a receber mensagens enviadas pelo celular de Breno, mas notou que o vocabulário não condizia com o do irmão. “Com muita insistência a pessoa respondeu que ‘estava bem’. O Breno não fala isso; ele diz ‘estou vivo’, é um costume nosso”, contou.
Segundo Bruno, a pessoa que supostamente se passou por Breno demorava muito tempo para digitar, como se estivesse pensando bem antes de mandar cada mensagem. Primeiro, o interlocutor disse que estaria em Cuiabá e, depois, alegou estar em um motel.
Ele dizia que eu estava atrapalhando, mas o Breno não fala isso para mim. Eu respondi: ‘Essa foto não é de agora, você não saiu com essa camisa’. Ele disse: ‘Essa camiseta é do boy’. Quando ele falou isso, eu tive a certeza de que não era o meu irmão falando comigo
Bruno, então, pediu então uma fotografia para ter certeza de que o irmão estava bem, mas recebeu um arquivo suspeito. Para ele, o registro parecia adulterado por inteligência artificial, já que não mostrava nenhuma das tatuagens de Breno e exibia roupas diferentes das que o professor vestia ao sair de casa.
“Ele dizia que eu estava atrapalhando, mas o Breno não fala isso para mim. Eu respondi: ‘Essa foto não é de agora, você não saiu com essa camisa’. Ele disse: ‘Essa camiseta é do boy’. Quando ele falou isso, eu tive a certeza de que não era o meu irmão falando comigo”.
Bruno decidiu então confrontar quem estava com o aparelho e perguntar o que havia acontecido com Breno. Em paralelo, tentou entrar nas contas bancárias do professor para checar possíveis transações financeiras, mas, ao abrir o e-mail do jovem, percebeu que a conta do iCloud havia sido desativada para bloquear o rastreamento do celular.
O caso
Conforme já publicado pelo
, câmeras de segurança flagraram o momento em que Breno embarca na garupa de uma motocicleta conduzida por um homem ainda não identificado e, desde então, a família não sabe de seu paradeiro.
Nas imagens, é possível ver a vítima vestida com uma regata marrom, short preto, necessaire e um capacete branco na mão. Depois de andar pela calçada ele aparece apoiado no muro do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) “Profª Jayr Luíza de Campos Untar”, onde trabalha.
Quando a motocicleta chega, Breno conversa com o condutor, coloca o capacete e sobe na garupa do veículo. A ação aconteceu aproximadamente às 20h26.
Equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalham na apuração para identificar o condutor do veículo e esclarecer as circunstâncias do sumiço. O Núcleo de Pessoas Desaparecidas também solicitou a colaboração de testemunhas para auxiliar nos trabalhos pelo Disque-Denúncia 197 ou pelos telefones (65) 3613-8777 e (65) 98173-0565.
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