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Polícia Sábado, 18 de Maio de 2024, 08:22 - A | A

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VÁRZEA GRANDE

Proprietárias de creche onde bebê morreu são indiciadas por homicídio culposo

A criança de cinco meses bateu a cabeça na quina de um móvel e sofreu traumatismo craniano

Da Redação

As proprietárias da creche onde um bebê de cinco meses morreu, em Várzea Grande, foram indiciadas por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, após a conclusão do inquérito na última sexta-feira (17). De acordo com a Polícia Civil, uma delas confessou em interrogatório que provocou, sem intenção, a lesão na cabeça da criança, que bateu o crânio na quina de uma mesa, o que ocasionou o traumatismo e levou o bebê à morte.

A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada no dia 17 de abril para a liberação do corpo da criança em um hospital particular de Várzea Grande. Os policiais civis foram informados que o bebê foi levado à unidade de saúde pela proprietária da creche e deu entrada na emergência em estado cianótico (cor azulada na pele que se caracteriza pela falta de oxigênio no sangue) e com parada cardiorrespiratória. O bebê não respondeu ao socorro prestado e foi a óbito naquela tarde.

Reprodução

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Foi instaurado inquérito policial pelo delegado Marlon Luz para apurar a morte da criança e realizada a oitiva de familiares, testemunhas e funcionários da creche. O delegado requisitou exame periciais que atestaram que a criança morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por uma pancada na cabeça.

As diligências apontaram ainda que a criança bateu a cabeça na quina de uma móvel de mármore quando estava no colo de uma das donas do local. A proprietária da creche admitiu a lesão na criança e a investigação apontou que o fato que levou ao óbito foi causado por descuido e inobservância de segurança à criança.

A gestora da creche também foi indiciada. O inquérito concluiu que ela foi omissa em garantir espaços com proteção para resguardar as crianças ali assistidas e também foi negligente no atendimento à criança.

O inquérito segue ao Ministério Público Estadual e Poder Judiciário para prosseguimento dos atos de persecução penal.

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Waldir Aparecido Taqued 18/05/2024

Além de ser indiciada o poder público tem Autonomia para fechar em Definitivo.

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