O sargento aposentado da Polícia Militar, Omigha de Lima Oliveira, de 54 anos, foi identificado como um dos alvos da ação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, que apura o assassinato do advogado Renato Gomes Nery. O crime aconteceu no dia 05 de julho, na Capital. Até o momento, ninguém foi preso.
Conforme apurado pelo
, Omigha é o morador de Guarantã do Norte (a 715 km de Cuiabá). Segundo a Polícia Civil, durante a ação dos agentes em sua residência, o militar teria resistido à entrada das equipes policiais e negou a entrega das armas de fogo, afirmando que as escondeu.
“Houve resistência, não conseguimos apreender. Ele escondeu, deixou claro que estão escondidas. Ele deixou claro que escondeu as armas. Disse que sabia que estava sendo investigado”, afirmou o delegado Bruno Abreu em entrevista à Rádio Capital FM.
“É uma atitude bastante suspeita. A gente vai trabalhar para localizá-las e dar continuidade às investigações”, acrescenta.
A polícia desconfia do suspeito pois ele é “atirador de elite” e as armas de fogo que ele tem registro são do mesmo calibre da arma utilizada no crime. “As armas que ele tem registradas são Glock 9mm, justamente o calibre das munições que foram encontradas na cena do crime. Essa foi a motivação de termos ido lá cumprir os mandados”, esclarece.
“(Ele) sabe atirar, é atirador de elite, profissional, tem todas as características do executor. Fisicamente lembra o atirador. Estamos conversando com uma testemunha para ver se coloca ele no crime em Cuiabá”, acrescenta.
Além dele, também foram cumpridos outros dois mandados, contra a família do suspeito, em Cuiabá e Várzea Grande. “Os alvos são da mesma família, são suspeitos faccionados pelo Comando Vermelho. Estamos analisando os veículos que eles utilizam. O cerco está fechando e vamos desvendar o caso”, completa.
A execução
O advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, morreu na madrugada deste sábado (6). Ele foi baleado na manhã dessa sexta-feira (05), em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá.
Ele chegou a ser socorrido com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgencia (Samu) e levado até o Complexo Hospitalar Cuiabá, onde passou por cirurgias. Porém, não resistiu aos ferimentos.
Vídeos revelam que o criminoso ficou à espreita, aguardando a chegada do advogado no escritório. Ainda não informações sobre a motivação do crime.
A OAB-MT informou que está em contato com a Segurança Pública, acompanhando os primeiros procedimentos do caso, e que "aguarda imediata resposta das autoridades competentes".
"Não podemos e não iremos tolerar qualquer ataque, atentado ou violência contra a advocacia", disse a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.
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