Um dos alvos do mandado de busca e apreensão por parte da Polícia Federal na manhã desta quinta (3), durante as operações Sucessão e Fluxo Capital, é um síndico de um prédio de luxo da Capital.
A ação policial faz parte de uma investigação contra familiares do considerado líder do tráfico de drogas da América do Sul, Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca e que foi preso em Sorriso (a 340 km de Cuiabá) em julho de 2017.
A reportagem do
apurou que o alvo do mandado foi identificado como José Vilela Neto, que é síndico do prédio do Forrest Hill, localizado no bairro Jardim Ubirajara.
Na Capital, a PF visitou dois alvos em prédios de luxo da cidade. Foram apreendidos 2 carros de luxo e dois carros de luxo 4.800 dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 26 mil na cotação de hoje.
Também foram cumpridos mandados em Curitiba (PR), Matinhos (PR), Pontal do Paraná (PR), Paranaguá (PR), Londrina (PR), Cianorte (PR), São Paulo, Barueri (PR), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Dourados (MS), Florianópolis (SC) e até em cidades da Argentina e do Uruguai.
Durante as investigações, foi levantada a movimentação de R$ 4 bilhões pelas empresas controladas direta ou indiretamente por apenas um dos investigados. Foram apreendidos aproximadamente R$ 12 milhões em espécie no curso das investigações.
Os nomes das operações fazem alusão, respectivamente, ao fato de os alvos serem familiares do traficante Cabeça Branca e à vultosa quantia de dinheiro movimentada pela organização criminosa.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF do Paraná, o objetivo de desarticular organização criminosa que atua com a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas entre outros crimes.
A Operação Sucessão é um desdobramento da Operação Spectrum, que resultou na prisão de Cabeça Branca, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil.
Já a Operação Fluxo Capital, por sua vez, tem por objetivo desmantelar organização criminosa responsável pela lavagem do dinheiro por meio de movimentações milionárias, com a utilização de “laranjas”, empresas de fachada e contadores.
As investigações demonstraram que o grupo não se limitava à lavagem do dinheiro do traficante Cabeça Branca, tendo relação também com diversas outras organizações criminosas atuantes em território nacional, envolvidas em outros delitos além do tráfico de drogas.
Policiais foram às ruas para cumprir 39 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão temporária em seis Estados da Federação, além do cumprimento de sete mandados de busca e apreensão no Paraguai.
Também foram deferidos o sequestro de imóveis, bloqueio de valores em contas bancárias, a suspensão das atividades das empresas envolvidas e das licenças profissionais (CRC) dos Contadores investigados.
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