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Polícia Terça-feira, 17 de Setembro de 2024, 19:22 - A | A

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DUPLO HOMICÍDIO

Suspeitos gastaram R$ 6 mil em roupas logo após matarem irmãs, diz delegado

O delegado afirmou também que há a suspeita de outros envolvidos no crime, mas que ainda não foram identificados

Cecília Nobre e Geovanna Torquato

Reprodução

 irm�s Rayane e Rithiele Alves em Porto Esperidi�o

O delegado de Polícia Civil, Higo Rafael Ferreira, declarou que os suspeitos de sequestro, tortura e morte das irmãs Rayane e Rithiele Alves, em Porto Esperidião (a 322 km de Cuiabá), gastaram cerca de R$ 6 mil em roupas, perfumes, hospedagem e táxi, logo após cometerem os crimes. 

“Foi tudo com dinheiro próprio e todas as compras foram feitas no débito. Então, fica um ponto a esclarecer: de onde veio esse dinheiro? Eles entraram em lojas de poder aquisitivo elevado e levaram um montante de quase R$ 6 mil em roupas”, destacou Ferreiras que disse ainda que os suspeitos pagaram o táxi e a hospedagem via Pix.

Em entrevista ao Jornal da CBN, na manhã desta terça-feira (17), o delegado disse também que os suspeitos teriam realizado uma videochamada com um detento, do início ao fim do crime, entretanto, o presidiário ainda não foi identificado nem o local onde ele está detido.

“Eles confessaram o crime e passaram alguns detalhes, dentre eles, esse de que todo o crime teria sido acompanhado por uma videochamada, determinada por uma pessoa, que estaria presa em um presídio do Estado”, disse o delegado. 

Além disso, Ferreira afirmou que há a suspeita de outros envolvidos no crime, mas que ainda não foram identificados. “Desde o cerco na beira do rio, até a casa, ainda há pessoas que vão ser responsabilizadas depois do inquérito. A própria pessoa que aluga a casa, até o executor tem que ser responsabilizado por essa situação”. 

Com relação ao suposto envolvimento das irmãs com uma facção criminosa, o delegado disse que não há indícios de que as duas integraram alguma organização. “Até o momento a gente não conseguiu chegar a nenhum vínculo dessas meninas, dessas irmãs, com nenhum grupo criminoso. A gente não descarta que tenha ou não tenha [vínculo] mas só as investigações vão dizer”.

O crime

Conforme o boletim de ocorrência, as irmãs estavam com outros dois jovens, saindo do festival da pesca, na madrugada de sábado (14), quando foram abordados e sequestrados por um grupo de nove pessoas, sendo sete homens e duas mulheres. Logo depois as vítimas foram levadas para uma casa na Rua Marechal Cândido, no Bairro Centro. 

Reprodução

caso Rayane e Rithiele Alves

Um dos reféns conseguiu escapar do cativeiro pulando os muros de várias casas e foi até a delegacia pedir ajuda. Aos policiais, a vítima contou que os sequestradores o torturaram psicologicamente e alegaram ser de uma facção criminosa. A motivação do crime foi uma foto que o grupo teria tirado no rio Jauru, fazendo o gesto de número três, que seria o símbolo de uma facção rival. O jovem também relatou que os suspeitos pediam dinheiro a todo momento e, caso não recebessem, matariam todos. 

No local do crime, os policiais localizaram outro rapaz, que teve o dedo mindinho e a orelha esquerda cortados, além disso, ele estava com golpes de arma branca na nuca. Já nos outros cômodos, os policiais encontraram dedos e mechas de cabelo que foram cortados das irmãs. 

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DELCIO 17/09/2024

Que absurdo! As meninas jovens, bonitas, com todo futuro pela frente serem assassinas de graça, por nada. Chegamos ao nível em que o estado de Mato Grosso esta dominado. Lamentável!

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1 comentários

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