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Polícia Segunda-feira, 26 de Maio de 2025, 12:22 - A | A

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CASO KETLHYN VITÓRIA

Tiro disparado por médico contra namorada foi acidental, conclui perícia

Segundo a Politec, o laudo da reprodução simulada corrobora a versão do suspeito; médico continua indiciado por feminicídio

João Aguiar e Kethlyn Moraes

O laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que o disparo feito pelo médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, que matou sua namorada, a adolescente Kethlyn Vitoria de Souza, de 15 anos, foi acidental. O caso aconteceu em Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá), no início deste mês. 

Reprodução

Reprodu��o simulada do caso Kethlyn Vit�ria

Reprodução simulada do caso Kethlyn Vitória

Conforme apurado pelo ,  com a Politec, o laudo da reprodução simulada corrobora a versão do suspeito. “A reprodução simulada apresenta compatibilidade com os elementos constantes nos autos do inquérito policial, corroborando a dinâmica previamente estabelecida”, informou a Politec.

Reprodução

bruno e kethlyn

Mesmo assim, o médico segue indiciado por feminicídio por dolo eventual, que ocorre quando não se quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo. O inquérito já foi concluído e enviado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que deve oferecer denúncia à Justiça.

Reprodução

Reprodu��o simulada do caso Kethlyn Vit�ria

Reprodução simulada do caso Kethlyn Vitória

Os crimes pelos quais o médico foi indiciado são:

  • Feminicídio;
  • Dano ao patrimônio público;
  • Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito;
  • Disparo de arma de fogo;
  • Dirigir veículo sob a influência de álcool;
  • Entregar veículo automotor a pessoa não habilitada;
  • Servir bebida alcoólica a adolescente.

O caso

Na madrugada do dia 03 de maio, a adolescente Ketlhyn Vitória de Souza foi baleada na cabeça e levada, por Bruno, ao Hospital Nossa Senhora do Rosário. Na unidade médica, a equipe tentou reanimá-la por aproximadamente 40 minutos, mas Ketlhyn não resistiu e morreu. 

Ainda no hospital, Bruno teria danificado uma janela e uma porta do local, em meio a um abalo emocional, e posteriormente fugiu do local.

No dia 05 de maio, dois dias após o crime, o médico se entregou à Polícia Civil, acompanhado de seu advogado, alegando que o tiro teria sido acidental. 

Diante da repercussão do caso, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a conduta ética do médico. A medida foi confirmada em 14 de maio pelo próprio Conselho, que afirmou acompanhar de perto o andamento da investigação criminal.

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CIDADÃO 26/05/2025

29 anos com uma namorada de 15 anos, tem que ficar preso.

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