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Polícia Quarta-feira, 05 de Junho de 2024, 09:15 - A | A

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Ragnatela

Vereador é alvo de operação suspeito de "interlocução" de esquema de shows

Eventos eram promovidos por CV e o cantor de SP precisou sair do show por estado ser do PCC

Kethlyn Moraes e João Aguiar
Atualizada às 10h31

Reprodução

Paulo Henrique vereador

A investigação, que resultou na Operação Ragnatela, nesta quarta (05), identificou que o show em que o MC Daniel que foi hostilizado, em dezembro do ano passado, está entre os eventos promovidos na casa noturna adquirida pelo Comando Vermelho pelo valor de R$ 800 mil, com lucros do crime. Os faccionados realizariam show com MCs nacionais no local, em conjunto com promotores de evento. No entanto, MC Daniel foi escoltado para fora por ser de estado onde o Primeiro Comando da Capital (PCC) atua.

Alvo da Ragnatela, o vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), é suspeito de fazer parte do esquema, fazendo a  interlocução com os agentes públicos que facilitariam o esquema - dois foram afastados, um deles é fiscal da prefeitura e outro servidor do Estado. Parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão. Em nota, Prefeitura de Cuiabá disse que vai abrir procedimento interno para apuração da conduta do agente de fiscalização e que colabora com as investigações - veja ao final

"Alguns agentes públicos, inclusive, um parlamentar, que tem uma relação muito próxima com esses investigados, inclusive com troca de favores e com recebimento de vantagens financeiras de forma indireta por isso. Ele sofreu medida cautelar no dia de hoje e vamos dar continuidade às investigações para saber exatamente a participação dele na vinculação dele com a facção criminosa", explica o delegado federal Antônio Flávio em entrevista à imprensa.

O delegado pondera que é apurado neste momento o nível de suposta participação do vereador e que, o que está provado nos autos, é que "ele tem sim uma vinculação, identificamos que tinha uma participação dentro de uma secretaria municipal (Sorp) em que ele tinha pessoas ligadas a ele e essa secretaria municipal é responsável pela fiscalização dessas casas noturnas e concessão para autorização para realização dos shows".

O presidente da Câmara de Cuiabá Chico 2000 (PL) disse à reportagem que está se interando sobre a operação e ainda não sabe qual parlamentar é investigado. Legislativo deve se posicionar sobre o caso nas próximas horas.

Na época, o cantor precisou sair às pressas durante uma apresentação após sofrer ataque do público. Algumas pessoas jogaram copos e outros objetos no artista e na equipe dele, e teve que sair escoltado do local. Isso porque, segundo a investigação, os faccionados repassaram ordens para que não fossem contratados artistas de São Paulo, tendo em vista ser o estado do PCC, rival da que atua no estado de Mato Grosso.

João Aguiar

Opera��o Ragnatela

Por causa disso, o faccionado do CV que promoveu o show foi punido pelo grupo com a pena de ficar sem realizar shows e frequentar casas noturnas em Cuiabá, pelo período de dois anos. 

Durante as investigações também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária. A Ficco apurou ainda que um vereador atuava em benefício do grupo na interlocução com os agentes públicos, recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros.  Dois servidores, entre eles um fiscal da prefeitura, foram afastados.

Em continuidade à investigação, os policiais identificaram um esquema para introduzir celulares dentro de unidade prisional e transferências de lideranças da facção para presídios de menor rigor penitenciário, a fim de facilitar a comunicação com o grupo investigado, que se encontra em liberdade.

João Aguiar/Rdnews

Opera��o Ragnatela carros apreendidos

No último dia 1° de junho, foi identificado que dois alvos da investigação fugiram para o estado do Rio de Janeiro. Um deles é considerado o principal líder da facção criminosa investigada, atualmente em liberdade, e estava viajando com documentos falsos. Os criminosos foram abordados ainda dentro da aeronave, logo após o pouso no aeroporto carioca de Santos Dumont.

A Operação Ragnatela contou com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas de Segurança Pública (Ciopaer) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público Estadual, Ppolícia Civil, PM, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Mais de 30 mandados estão sendo cumpridos por policiais das polícias Federal, Civil, Militar e Penal em Cuiabá. Desses, pelo menos 11 são de prisões. Entre os alvos estariam um DJ e o dono de um bar da Capital.

Confira, abaixo, a nota da Prefeitura de Cuiabá

  • Quanto a ação policial desencadeada na manhã desta quarta-feira (5), a Secretaria Municipal de Ordem Pública esclarece:
  • -abrirá procedimento interno para apuração da conduta do agente de fiscalização;
  • -reforça que atuará de acordo com a legislação vigente, atendendo a prazos e os procedimentos necessários, ao procedimento administrativo;
  • -Está à disposição das autoridades para colaborar com informações necessárias ao inquérito policial instaurado.

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João Aguiar/Rdnews

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Eu 05/06/2024

Que coincidência dois irmãos deste vereador serem fiscais né Mas tudo inocente, certeza

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alexandre 05/06/2024

VAI pérder o mandato ? ou vao passar pano ? é da base ?

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João bosco 05/06/2024

Ih a casa do horrores vai ferver..????

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deovaldo 05/06/2024

Isso é a só a ponta de um ICEBERG,, imagina em outro poderes e empresas que ganham licitação pra lavar dinheiro do crime organizado. Aprenderam a legalizar o ilícito , com postos de combustiveis, empresas, fazendas e gado, até mesmo plantando soja..existe varios meios de se legalizar ilicitos, basta os orçaos de controle (receita federal), PF e demais policias investigativas colarem no rastro do dinheiro, dai pega muita gente grande..

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4 comentários

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