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Polícia Domingo, 23 de Junho de 2024, 14:45 - A | A

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Ribeirão Cascalheira

Vereador suspeito de agredir esposa é solto após pagar fiança de R$ 2 mil

A mulher denunciou violência física e psicológica, além de cárcere privado

Kethlyn Moraes

Ilustração

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O vereador José Soares de Souza, conhecido como Zé Fadiga (MDB), de 49 anos, preso suspeito de ameaça, violência psicológica e cárcere privado contra a sua esposa, passou por audiência de custódia e foi solto após pagar fiança no valor de R$ 2 mil, neste sábado (22).

A audiência foi conduzida pelo juiz da 2ª Vara de São Félix do Araguaia, Luis Otávio Tonelo dos Santos. O parlamentar foi preso em flagrante na sexta-feira (21) em Ribeirão Cascalheira (a 733 km de Cuiabá), onde exerce o cargo.

Segundo informações da Polícia Civil, a esposa, de 42 anos, supostamente é constantemente agredida com pancadas na cabeça, xingamentos e ameaças, e há seis meses o suspeito a mantém em cárcere privado, tendo instalado câmeras de segurança na residência para monitorá-la e colocando pessoas na rua para vigiá-la, caso saia de casa.

Ela relatou que os fatos ocorriam há algum tempo, porém não havia denunciado o marido antes por medo das constantes ameaças de morte que recebia dele.

No dia 14 de junho, a vítima conta que foi novamente agredida pelo suspeito, ocasião em que pediu ajuda para um familiar escondido, porém o marido acabou descobrindo e a teria torturado. Conforme registro, haveriam vídeos das agressões praticadas pelo suspeito contra a vítima.

Na quinta-feira (20), enquanto retornavam de uma reunião política, o suspeito novamente teria ameaçado a vítima por “ter dado atenção para outras pessoas”. Elas teriam se estendido pela sexta-feira (21), ocasião em que a mulher decidiu procurar a Polícia.

Diante das informações passadas pela vítima e da coleta de evidências, os policiais de Ribeirão Cascalheira realizaram diligências que resultaram na prisão em flagrante do vereador. Ele foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado e posteriormente autuado por violência doméstica.

O delegado Diogo Jobane explica que a imunidade parlamentar do investigado é restrita a atos, palavras e gestos no exercício da função legislativa. No entanto, no caso em questão, ele estava cometendo um crime comum, sujeito às mesmas penalidades que qualquer outra pessoa.

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