Hadson Nery foi o terceiro eliminado do BBB 20, com 79,71% dos votos. Detentor do segundo maior índice de rejeição da edição, o ex-jogador de futebol nega os rótulos de machista, racista e homofóbico que recebeu do público durante sua permanência na casa. Em conversa com a Quem no Rio de Janeiro, ele esclareceu as polêmicas nas quais se envolveu durante o reality.
Vaidoso, Hadson colocou uma condição para o ensaio de fotos no hotel Promenade Link Stay, na Barra da Tijuca: não molhar os cabelos. Relembrando o período como atleta, entre um clique e outro assistia e comentava a convocação de Tite para as eliminatórias da Copa, comemorando a entrada de Gabigol e Bruno Henrique, dupla de ataque do Flamengo, na Seleção Brasileira.
O ex-brother ainda fala de vaidade e relação com a ex-mulher, do qual recebeu uma denúncia após uma suposta agressão, que ele nega. Hadson também detalha seus planos de dar continuidade a carreira no futebol. Desta vez, como treinador de clubes. Apesar das dificuldades que diz ter passado na casa, como perda de 7 kg após dias seguidos na xepa, boicote das participantes mulheres e do que chama de "erro" ao revelar uma estratégia de Lucas para seduzir Mari Gonzalez, Hadson comemora a nova fase da carreira, diz ter se tornado alguém melhor e está decidido: "Se me ligarem, tô dentro. Volto na hora pro BBB".
Qual a sua relação com a vaidade?
Fui atleta por muito tempo. Foram mais de 16 anos como jogador de futebol. Com o corpo, temos que tomar mais cuidado porque é o nosso material de trabalho. Mesmo deixando de jogar, não me descuidei. Procuro estar sempre na academia e fazendo exercícios para manter esse histórico de atleta.
Por que não gosta de molhar o cabelo?
Tenho calvice, mas não é de família. Quando eu era mais jovem, fiz muito procedimento no cabelo com produtos químicos fortes que queimaram meu couro cabeludo. Se molhar, aparecem logo as falhas. Me incomoda, é meu ponto fraco. Já ganhei o transplante depois da casa. Vou fazer na Turquia. Começaram os mimos!
Para alguém que se preocupa com o corpo, como foi saber que perdeu 7 kg durante a permanência na casa?
Lá dentro, não me importei muito. Lógico que fazia academia todos os dias, mas não dá para se preocupar com isso. A tensão é constante, segundo a segundo. Não deu para perceber que estava emagrecendo. Senti falta de não comer direito porque fiquei duas semanas na Xepa, e foram 22 dias na casa. A comida é reduzida. Ainda não recuperei, faltam 3,5 kg.
Por que a tensão é constante?
Não pode entrar com livro, iPod... nada! Logo nos primeiros dias ainda é tranquilo porque é quando se domina a casa, o espaço. Até o quarto dia não dá pra ter tédio. Depois, já começa a dar fobia por estar preso, confinado. Lidar com isso é complicado, mas esse é o jogo: a convivência, passar todos os dias com as mesmas pessoas. O confinamento deixa tudo à flor da pele. Não dá para explicar a atmosfera lá de dentro. Só quem viveu pode falar. De fora, é muito fácil analisar e julgar. Lá, o tempo passa mais devagar.
O que te motivou a entrar na casa?
Tenho dois filhos. Lohan, de 14 anos, e Oliver, de 10. O mais novo não viu o auge da minha carreira, mas sempre me disse que queria me ver na mídia. Ele é muito meu fã, até treina futesal, mas ainda não deixei ele ficar muito ‘neurado’ com isso porque futebol não é carreira fácil. Ele viu na TV o Tiago Leifert anunciando as eliminatórias em Belém e pediu para eu me inscrever. Fiz porque, até então, era a vontade dele. Contei a eles faltando 20 dias, e guardaram segredo. A partir do momento que topei entrar na casa e vi uma possibilidade, o prêmio também se tornou meu objetivo.
O que faria com o prêmio?
Tenho que agradecer a Papai do Céu pela carreira que fiz como jogador. Ganhei dinheiro e fiz um pé-de-meia para meus filhos, só que a gente tem que sempre colocar comida dentro de casa, e está vindo mais uma boquinha para alimentar. Depois que parei de jogar, tive uns investimentos mal colocados, onde perdi muito dinheiro. Teve também a separação da mãe deles, que deu muitas despesas. Voltei à estaca zero, e o prêmio seria um grande recomeço. Tudo deles está seguro. Têm uma casa bacana, grande, de três andares e estudo garantido.
Tem recebido convites para trabalho?
Fiquei exposto numa grande emissora, e as marcas querem se vincular a imagem de um BBB. Graças a Deus, está acontecendo, e é maravilhoso viver essa novidade. Como jogador de futebol, não busquei a fama. Queria fazer um dinheiro cedo, por isso fiquei muito fora do Brasil. O programa me deu em três semanas a fama que não tive no esporte. Estou curtindo, está sendo positivo. É gostoso, diferente, o ego fica lá em cima, apesar das polêmicas.
Se arrepende de algo que fez no programa?
Cometi um erro, que foi uma tentativa de jogar um verde pra Gizelly e pra Marcela para saber se elas estavam mesmo do meu lado. Elas achavam que os homens tinham um plano para detonar as mulheres. E nem havia plano. Todos os caras chegaram num consenso de que a Mari estava jogando para seduzir o Lucas. Mas a gente só deduziu, ninguém afirmou. Mas, como fui eu que levei a conversa, idiotice minha, todo mundo achou que quem fez o plano fui eu. O único plano que houve desde o início, e disso elas não podem correr, foi que, o grupo pipoca não votava entre si. A ideia era tirar os do camarote, os convidados, mas no decorrer dos dias, elas ficaram em cima do muro. Não tinha plano contra as meninas, era apenas uma, a Mari. Ter exposto a conversa é meu único arrependimento. Isso eu fiz de forma consciente. Sobre as outras polêmicas, que me acusaram sem eu saber que estava errei, não me arrependo. Fico chateado com rotulações diretas do tipo "homofóbico". Não teria problema algum se um filho meu se relacionasse com homens. Não procuraram me conhecer. Me apedrejaram.







