Agência Brasil
Gotinhas que imunizam contra a poliomielite são amplamente divulgadas e de fácil acesso nos postos de saúde de todas as cidades brasileiras
Sete cidades de Mato Grosso estão entre as que correm o risco de voltar a registrar casos de poliomelite, conhecida como paralisia infantil, no país. A informação é do Ministério da Saúde, que elaborou uma lista com 312 cidades nas quais há o risco da doença, erradicada em 1990 no Brasil, voltar. Nestes locais, a cobertura vacinal, entre crianças menores de um ano, está abaixo de 50%.
As cidades mato-grossenses que aparecem na lista são Jauru, Denise, Nova Brasilândia, Nobres, Reserva do Cabaçal, Pedra Preta, Vale de São Domingos. Confira nível da cobertura vacinal nestas localidades.
Em Jauru, a cobertura vacinal é correspondente a 3,36% das crianças menores de um ano. A cidade possui o sétimo pior índice em todo o Brasil. O caso mais grave é em Ribeirão do Pombal, na Bahia, cuja cobertura corresponde a apenas 0,50% entre os recém-nascidos.
O Ministério da Saúde informou que tem orientado que os gestores das regiões abaixo da meta organizem suas redes de vacinação, incluindo a possibilidade de readequação de horários para o atendimento ao público. Outra orientação é reforçar parcerias com creches, escolas e outros ambientes que possam potencializar a mobilização para as vacinas.
“Vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano”
Carlas DominguesA pasta afirmou que os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas dos filhos, em especial aqueles menores de cinco anos.
"As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno", enfatizou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI).
Conforme Domingues, há casos em que pais ou responsáveis não enxergam mais a necessidade de vacinação contra a doença, em razão de a doença estar erradicada até o momento. “Por isso, é necessário ressaltar a importância da imunização e desmistificar a ideia de que a vacinação traz malefícios", ressaltou.
A diretora do PNI ainda destacou que as vacinas são completamente seguras. "Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. As vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação", completou.
No período de seis a 31 de agosto, acontecerá a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite.
A poliomelite
Conforme o Ministério da Saúde, a poliomelite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Ela acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada no segmento atingido.
A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.
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