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MT tem 2 organizações criminosas; Comando Vermelho é a mais atuante

Bárbara Sá

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 Sandro Louco é o líder do Comando Vermelho-MT

Existem duas facções criminosas em atividade em Mato Grosso, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Mesmo constantemente monitoradas nos presídios do Estado, as organizações têm orquestrado e ordenado boa parte de crimes. Elas atuam com seus “soldados” nos mandos de delitos para reforçar financeiramente os grupos e se manterem cada vez mais fortes no crime organizado dentro e fora das penitenciárias.

Conforme apontam as investigações, o Comando Vermelho é a facção mais organizada de todos os grupos criminosos. Composta de pelo menos 2,5 mil integrantes, tem membros dentro e fora das penitenciárias. O fato é um complicador na identificação dos bandidos por parte das forças de segurança.

O CV também é a organização mais atuante em Mato Grosso, responsável, inclusive, pelos ataques em junho passado. O PCC tem menor atuação. “Estamos constantemente monitorando as ações das facções e, quando descobrimos os líderes, fazemos suas remoções para presídios federais. Eles elegem outros líderes e fazemos novas remoções. O terror do preso é ir para presídio federal”, afirma o delegado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Henrique Stringueta.

O CV de Mato Grosso é uma franquia do CV-RJ. Stringueta explica que o CV está dominando, com práticas, principalmente, de tráfico de drogas. “Eles cobram pedágio dos donos de bocas e é assim que conseguem mais dinheiro e poder”, diz.

De acordo com João Batista, presidente do Sindspen, o Comando Vermelho foi instalado no Estado após uma de suas principais lideranças de Mato Grosso, Sandro da Silva Rabelo, conhecido como “Sandro Louco”, ter tido contato com os líderes da facção instalada em São Paulo.  Antes ele era do PCC.

Há uma versão de que Sandro Louco e Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar”, fizeram contato na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). O encontro teria sido o ponto de partida para que o Comando Vermelho tomasse conta das unidades prisionais de Mato Grosso. Até então, o líder do CV-MT era integrante do PCC, mas acabou conhecendo o principal chefe do CV nacional e adotou a ideia.

O sindicalista, contudo, aponta que a adesão foi durante a ida dele a penitenciária de São Paulo. “Após ser transferido para o Presídio Federal de São Paulo, Sandro Louco teve contato com os principais líderes do Comando Vermelho de lá. Quando ele voltou para Mato Grosso, começou a batizar alguns presidiários daqui como integrantes do Comando Vermelho. Hoje a facção mais forte que tem em Mato Grosso é o Comando Vermelho. É difícil existir um presídio que não tenha um membro da facção em todo o Estado”, destaca.

Em 2014, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, desarticulou o CV dentro da Penitenciária Central, durante a deflagração da Operação Grená. E “Sandro Louco” foi apontado como o líder do Comando Vermelho e membro do “conselho final”, que exigia o cumprimento rigoroso do estatuto da facção.

Divulgação

Ataque do PCC - ônibus queimado

 Ataques em Cuiabá são ordens do CV

Sandro cumpre 161 anos, 9 meses e 24 dias em regime fechado, em uma cadeia federal. Ele foi condenado por diversos crimes, entre eles latrocínios, sequestro e roubos. Ele é temido dentro e fora dos presídios. Um ano antes, em 2013, outra operação do GCCO desarticulou parte do PCC e resultou no indiciamento de seu líder, João Batista Vieira dos Santos. O bandido, além de ser um dos líderes da facção no Estado, financiava a organização por meio do tráfico de drogas.

No mesmo ano, também foram cumpridos pela Polícia Civil, em conjunto com a secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), 204 ordens judiciais contra integrantes do Comando Vermelho. Na época foi identificado que já existia o Comando Vermelho em Mato Grosso e que era composto por 450 membros. O sistema de inteligência já apontava que, da forma como eles estavam agindo, mais três anos, esse número chegaria próximo a 3 mil integrantes que é o que eles tem hoje aproximadamente.

A forma de atuação 

Stringiueta destaca que o PCC não está muito ativo em Mato Grosso, pois o CV está proibindo sua atuação no Estado. “Os modus-operandi", tanto do PCC quanto do Comando Vermelho, são similares. São duas facções que se digladiam em nível nacional. É comum o líder de um grupo matando o de outro e tentando entrar em sua área de atuação.

Para que essas facções se sustentem, eles cometem assaltos, traficam drogas e armas e todo o dinheiro vai para os líderes dos grupos administrarem. Eles atuam como se fossem uma empresa. “Estamos investigando a atuação do CV nas modalidades de assaltos a banco e explosões de caixas eletrônicos em todo o Estado”, diz.

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JEFERSON MATOS 09/01/2017

Só tem um secretário que não acredita que nosso Estado não é dominado por facções criminosas..

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Mundo mais perigoso 09/01/2017

O mundo está cada dia mais perdido e difícil de viver, os bandidos têm mais privilégios e respeito do que qualquer cidadão trabalhador e luta pela vida honestamente. Quando uma pessoa de bem sofre qualquer tipo de violência, não temo o mesmo amparo da leis que é dado a bandidos. Se devidamente identificado o bandido, logo ele está nas ruas respondendo em liberdade e continua na criminalidade. Hoje em dia ter alguma coisa, mesmo que seja um simples celular, já é motivo de por em risco a própria vida. Os verdadeiros presos que cumprem pena são as pessoas de bem, para preservar a vida estão cercadas de grades, câmeras, alarmes, muros altos, não podem sair nas ruas e frequentar os lugares que gostam.

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jica naus 09/01/2017

Manda para manaus ao invés de presidio federal.

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3 comentários

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