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Pacientes em macas nos corredores e corre-corre definem PS de Cuiabá assista

Bárbara Sá

Quando uma pessoa fica doente, um dos maiores receios é ter que ficar internado no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSMC). A luta é diária por uma vaga de leito, cirurgia e até uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Em abril passado, após uma visita do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) ao local, em entrevistas, ele resumiu em duas palavras a situação do PS da Capital: “hospital de guerra”.

Pelo menos, seis meses se passaram e até o momento nada mudou. Os pacientes continuam largados pelos corredores e nos espaços que sobram. É gente deitada em macas, sofás, cadeiras e até sentadas no chão. Pacientes são atendidos em macas e cadeiras improvisadas nos corredores, e os médicos e enfermeiros se desdobram para fazer o possível e o impossível a fim de atendê-los. Até, quando possível, há conforto para o cidadão que passa por uma enfermidade ou sente dor.

Depois que a Prefeitura de Cuiabá anunciou “medidas emergenciais”, o conseguiu entrar no PSMC, nesta segunda (13), e acompanhou durante uma manhã a dura rotina dos médicos, enfermeiros, pacientes e acompanhantes nesta luta pela saúde.

Logo que se entra é possível notar a superlotação nas alas e corredores de pacientes que dependem do atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que esperam, às vezes por semanas, por cirurgias ou transferência da unidade. Uma das alas visitadas foi a famosa Sala Vermelha, que está com o triplo da capacidade de pessoas.

Entre os vãos, macas são montadas em tamanho menor para sobrar mais espaços para mais pacientes. Como não tem mais espaço, a maneira encontrada para conseguir atender mais pessoas foi instalar macas na porta principal do PS. É quase impossível se locomover na sala sem bater nas pessoas ou nas macas. E os médicos e enfermeiros correndo para conseguir atender a todos que estão no local.

Gilberto Leite

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Corredores do Pronto-Socorro de Cuiabá seguem como "quartos" para pacientes sem leitos

Corredores superlotados, impedindo até mesmo o trânsito dos profissionais de saúde, pacientes tentando se acomodar em cadeiras de plásticos e pessoas sentadas no chão, por não ter espaços para ficar, isso há vários dias. Segundo uma técnica de enfermagem, no total, cerca de 160 pessoas aguardam a liberação de leitos.

A superlotação não é o único problema para um local que lembra cidades em guerras, ou uma tragédia de grandes proporções, devido aos gritos, gemidos e lágrimas ouvidos ininterruptamente de pacientes e familiares, inconformados com a situação. É saber que se não procurar atendimento no pronto-socorro, não tem para onde ir.

Conforme os técnicos de enfermagem que a reportagem conversou, cada um deles precisa atender pelo menos 16 pacientes, o que se torna humanamente impossível nas condições da unidade hospitalar, e que ultrapassa os limites estabelecidos por lei, uma verdadeira situação desumana.

Na tentativa de minimizar a situação, o prefeito convocou uma coletiva na última sexta (10) para informar que vai negar atendimento aos pacientes de outros municípios e transferir os já atendidos para suas cidades de origem. Emanuel ainda frisou que serão realizadas apenas cirurgias de urgência e emergência, assim como os atendimentos de pacientes de Cuiabá.

As pessoas de outros municípios e até de outros Estados serão transferidas, ou simplesmente mandadas de volta para as cidades a fim de desafogar o número de pacientes internados. O fato deixou vários pacientes e familiares aterrorizados, pois somente o que restam é esperar para saber o destino.

De acordo com Emanuel, cerca de 60% dos pacientes do pronto-socorro hoje vieram de outros municípios, onde os atendimentos da saúde estão parados devido à falta de repasse do governo. Cidades como Sinop, que há dias suspendeu os atendimentos do Hospital Regional, acabam levando os pacientes a procurarem atendimento na Capital, uma vez que as unidades vizinhas de saúde estão lotadas. Entretanto, na segunda, a situação no pronto-socorro ainda continuava a mesma.

Medidas

O prefeito destinará até o final do ano R$ 10 milhões à saúde municipal de Cuiabá, para tentar conter o colapso vivido no setor. Esse valor será distribuído em três vezes, sendo o aporte de R$ 2 milhões agora. Até o final de novembro, mais R$ 3 milhões deverão ser repassados e em dezembro os outros R$ 5 milhões.

Reprodução

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 Acima, a Coordenação de Enfermaria solicita ajuda para o setor de "sutura", pois, segundo os médicos, não há materiais suficientes para atendimento

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Catarina 15/11/2017

Infelizmente para os nossos governantes a saúde não é prioridade. Se fosse já teriam uma solução. Alguém já viu um parente de político internado ou mesmo em uma maca no corredor de um pronto socorro? O dia que isso acontecer quem sabe eles farão alguma coisa.

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MARIA 14/11/2017

GOVERNADOR?????????? ONDE VOCÊ ESTÁ??????????????????? O QUE ESTÁ FAZENDO????????????? TOMA PROVIDENCIAS URGENTE COM A SAÚDE DE NOSSO POVO. NÃO PODEMOS MAIS CONVIVER COM ESSE CAOS. FAÇA O QUE PRECISA SER FEITO. PELO AMOR DE DEUS.

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2 comentários

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