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Delação de Silval Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017, 10:34 - A | A

Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017, 10h:34 - A | A

delação monstruosa

Ex-governador liga JBS a Taques e cita doação; governador nega e lembra ações

Da Redação

Em delação premiada, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) faz menção ainda à suposta doação ilegal da JBS à campanha do  governador Pedro Taques (PSDB). Segundo ele, foram destinados R$ 4 milhões da cota de propina de seu grupo, referentes à concessão ilegal de incentivos fiscais.

Reprodução

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Silval Barbosa diz, na delação, que a JBS fez doação ilegal para Taques, que nega negociata

Questionado sobre isso durante 1º Encontro da Agricultura Familiar, Taques nega veementemente. “Temos que entender que a delação é um dos melhores instrumentos, mas precisa ser demonstrada, comprovada com documento. Não recebi dinheiro da JBS”, frisa.

Nesta linha, o tucano assevera que atuou no sentido de equalizar as irregularidades existentes nas alíquotas dos frigoríficos. “Na nossa administração a JBS pagou R$ 379 milhões nas contas do Estado em 26 de dezembro de 2015. Na nossa administração criamos o Cira que a JBS fez acordo”, ressalta, ponderando que todas as medidas foram tomadas em relação à empresa.

Segundo Silval, em 2010, após assumir a gestão do Estado, passou a fazer negociatas com os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS. Entre os intermediários estava o então secretário de Indústria e Comércio Pedro Nadaf, que acompanhou Silval na primeira visita.

No primeiro “acerto” feito com Joesley, ficou estabelecido o valor de R$ 3 milhões (caixa 2) para a campanha de Silval. “Sabendo que as doações foram executadas através de caixa não oficial”. Depois, segundo o peemedebista, os pagamentos continuaram ocorrendo de forma irregular, desta vez devido à concessão irregular de incentivos fiscais.

Nesta linha, pondera que em 2014 tinha um “crédito” de R$ 12 milhões, sendo que teria autorizado à destinação de R$ 4 milhões para a campanha de Taques. As declarações foram prestadas em 16 de maio deste ano à procuradora federal Vanessa Scarmagnani.

Taques ressalta que jamais pediu nenhum dinheiro para Silval. Lembra que no primeiro dia do seu mandato editou o decreto 01, determinando auditoria em todos os contratos da administração passada. “Todo mundo sabe aqui que eu não amaciei para Silval Barbosa. Todo mundo sabe que por dois anos fui muito criticado por muitos da imprensa de só estar fazendo auditoria. E eu me orgulho das auditorias. Aliás, muitas delas resultaram em prisões e muitas comprovavam o roubo que estava ai."

Conforme o governador, alguns críticos diziam "não pode olhar para traz. Essas pessoas que criticavam agora estão ai com problemas".

Delação

Essas afirmações fazem parte da delação premiada de Silval, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal. As declarações e documentos, entretanto, ainda seguem sob análise da Procuradoria-Geral da República, que avalia se há ou não indícios suficientes para a abertura de uma investigação. Por enquanto, apenas um inquérito foi instaurado e tramita no Supremo. Ele aponta o ministro da Agricultura Blairo Maggi, Silval Barbosa e José Riva como líderes de esquemas no Estado – saiba mais aqui.

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