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Executivo Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 17:40 - A | A

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 17h:40 - A | A

Transição

Proposta extingue 2 pastas e funde outras 9 - veja aqui como deve ficar

Jacques Gosch

Mário Okamura

organograma_quadro

Confira, detalhes no infográfico acima, como está organizada hoje a estrutura do Palácio Paiaguás e como ela deve ficar após a reforma administrativa de Taques

O governador eleito Pedro Taques (PDT) precisa se “preparar para guerra” caso decida acatar a sugestão da equipe de transição e reduzir a estrutura administrativa das atuais 19 para 12 secretarias. As possíveis mudanças devem enfrentar a resistência de setores organizados que têm interesse nas políticas públicas desenvolvidas e também nos recursos disponibilizados pelas pastas em vias de extinção. 

 Na estrutura proposta pela equipe de transição, sob Otaviano Pivetta, as secretarias de Administração e Secopa serão extintas. Cultura, Esporte e Lazer, Turismo, Indústria e Comércio, Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Segurança Pública, Justiça e Segurança Pública, além de Comunicação, serão fundidas ou vinculadas a outros setores da administração pública.

 Integrantes dos 13 partidos da coligação Coragem e Atitude pra Mudar, que ajudaram a garantir a eleição de Taques também devem rejeitar o “enxugamento” da máquina. Ocorre que a redução da estrutura do Governo diminui as chances de acomodação daqueles que militaram esperando a recompensa pelo esforço despendido na campanha com a nomeação para exercer cargos públicos. Apesar disso, Taques já havia avisado que iria fazer uma gestão austera.

Um dos principais “vespeiros” será a criação da secretaria de Cidades e Desenvolvimento Regional (Secid) com a proposta de fundir as atuais pastas de Cultura e de Turismo. A proposta também inclui o controle de órgãos como Agência de Desenvolvimento Metropolitana da Região do Vale do Rio Cuiabá, Sanemat, Ager e Intermat. 

O problema é que produtores culturais, que costumam financiar projetos com recursos disponibilizados pelo Governo, com aval do Conselho Estadual de Cultura, certamente se mobilizarão contra a proposta da Equipe de Transição. Protestos similares já aconteceram em Cuiabá, no início da gestão Mauro Mendes (PSB), quando o prefeito cogitou a fusão dos mesmos setores e acabou recuando diante da pressão da classe artística. 

O setor do Turismo também deve resistir à mudança já que costuma cobrar sistematicamente mais investimentos e atenção governamental. Neste caso, a “gritaria” deve vir de municípios com potencial turístico, entidades e empresas que atuam no ramo. 

A criação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) também deve gerar enfrentamentos ao extinguir as pastas de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), além de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). Todas essas áreas ficarão sob o comando de um único secretário, que ainda será responsável por órgãos como Empaer, Indea, Produção Florestal, Jucemat, Ipem e MT Gás.

A extinção da Sedraf deve desagradar o setor produtivo já que Mato Grosso, mesmo batendo todos os recordes nacionais na produção agrícola, não contará com secretaria específica para atender as demandas dos agricultores. O descontentamento ainda pode atingir a agricultura familiar e suas entidades representativas, que sempre cobraram mais atenção governamental com reclamações sobre a escassez de recursos. 

pedro taques otaviano pivetta

Taques decidirá se acatará sugestões do grupo de transição, liderada por Pivetta

Em relação à Sicme, a proposta da equipe de transição deve desagradar os setores da economia que dependem da pasta para manutenção da política de incentivos fiscais (Prodeic). O empresariado ainda pode considerar a extinção como ameaça para a concessão de créditos através do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), no Fundo de Desenvolvimento Empresarial e Comercial (Fundeic). 

As pastas de Esportes e Lazer e Trabalho e Assistência Social, conforme propõe a Transição, serão unificadas com o nome de Seltas.  A fusão tem tudo para desagradar os desportistas das mais diversas modalidades, que cobram mais investimentos e consideraram a criação de secretaria específica como conquista do setor. 

A tendência é que as outras mudanças propostas pelo grupo sejam implantadas sem tanta resistência.  Uma delas é a fusão da pasta de Justiça e Direitos e Humanos com Segurança Pública. A nova secretaria será responsável pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, Fundação Nova Chance, Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil, Ciosp e Detran. 

Outra proposta é a criação da secretaria de Gestão, responsável por órgãos como Escola do Governo, Cepromat, MT Prev/Funprev, Iomat, MT Saúde e Arquivo Público.  Já a secretaria de Planejamento e Finanças coordenará o MT Fomento, Central de Capitação de Recursos e Convênios, MT Par e a Arena Pantanal. 

A pasta de Transportes e Pavimentação Urbana (Septu) será transformada em Transporte e Obras Públicas (Setop). A de Educação, Saúde, Fazenda, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, responsável pela Unemat e Fapemat, não terão as estruturas alteradas. 

  Governador e Vice 

Davi Valle/Rdnews

Carlos Fávaro-07-07-2014-Davi Valle (12).JPG

Como era esperado, "super poderes" da Vice-Governadoria, sob Fávaro, acabam

Na atual estrutura, o governador tem sob seu comando os Conselhos de Desenvolvimento Econômico e de Governo enquanto a Governadoria coordena a Vice-Governadoria, Casa Civil, Casa Militar, Auditoria-Geral, Controladoria-Geral e Conselho Deliberativo Metropolitano. A Vice-Governadoria, por sua vez, controla  Ager, Cepromat, MT Fomento, Casa Civil, Agência Metropolitana e MT Par. O setor de Órgãos Institucionais é responsável pela Procuradoria Geral do Estado e Defensoria Pública. 

 Conforme a proposta da Equipe de Transição, a Governadoria assume o comando da Vice-Governadoria, Casa Civil e Comunicação, Casa Militar e Controladoria. Na nova estrutura, o vice-governador, Carlos Fávaro, perde a responsabilidade sobre diversos órgãos da administração.

A Comunicação, responsável pelo relacionamento institucional com a imprensa, pode ser extinta pelo próximo governo.  Ao que tudo indica, as atribuições serão vinculadas a Casa Civil sob controle do governador. Na estrutura proposta, os Órgãos Institucionais, além de Procuradoria e Defensoria, também comandarão os Conselhos de Participação e Planejamento Consultivo, de Governo e de Desenvolvimento Social. 

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Marco Aurélio Ribeiro Coelho Júnior 21/10/2014

Na minha visão a secretaria de Indústria e Comércio nao deve ser instinta por dois motivo sua atividade produzir a materia primária produzida pelo nosso estado. Um secretário voltado para a produção primária nao pensa com industrial ou comerciante. Produtor nao pensa com um industrial. Vejo no Piveta muita sabedoria mas nesta Situação nenhuma cidade aonde este modelo esta funcionando agricultura e indústria juntos um das atividades fica desprotegida. Sou contra vou quesfionar juntamente com meu partido Solidariedade esta situação. Vai voltar ao passado. Aonde a Fiemt lutou para que tenhamos uma política de desenvolvimento para parque Industrial. Me espantado em ter Mauro Mendes e Gustavo de Oliveira nesta e equipe nao esta enchergando esta incoerência com as nossa indústria e a politica de incentivo ao desenvolvimento. Sou contra. Farei um movimento contra a esta barracão de por agricu com indústria e comércio. Maires esclarecimentos 96421012. Marco Aurélio Contador Suplente deputado pelo solidariedade.

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Zé França 17/10/2014

Se o Governador Eleito quer fortalecer a agricultura familiar não pode de maneira nenhuma fechar a SEDRAF e sim fortalecer a mesma, pois fortalecendo a SEDRAF, vai fortalecer o INDEA, EMPAER, INTERMAT, pois o agronegócio (soja, milho, algodão e pecuária de corte) já são articulados com o Banco do Brasil e Empresas Nacionais e Multinacionais que dispensam todo o apoio e financiamento de todos os insumos para a produção e comercialização da produção.

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Aquino 17/10/2014

Luiz Carlos! acabou a mamata, tem mais é que ir de TX para cidade morena.

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Luiz carlos 17/10/2014

Chupa essa manga MT, vou de TX pra cidade Morena, kkkkk

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Valdeli Forte Ferreira 16/10/2014

Extinção da Secretaria de Estado de Cultura? Eu já sabia que do governo Pedro Taques nos não poderíamos esperar nada. Isso pra mim não é surpresa, a cultura que interessa a Pedro Taques e a seu grupo politico principalmente os seus apoiadores, é a cultura da soja... Pois sua campanha foi financiada pelo agronegócio. Isso é só o começo...

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Marcio Campos 16/10/2014

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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pedro 16/10/2014

janeiro colocar policia na rua, tirar esse comandante geral da pmmt, ta fraco......

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cuiabana 16/10/2014

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Henrique 16/10/2014

Já está começando mal, gostaria de saber qual é o ganho para a sociedade com essa des...ops!...reestruturação. Eu não votei no Piveta, quem é esse cidadão, de onde é esse sujeito, ele fala demais. Chega de fazer este Estado de laboratório.

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Pery Taborelli da Silva Filho Cel RR PM 16/10/2014

A tomada de decisões sem ouvir quem milita no setor, poderá tornar insustentável a situação caótica que se encontra a Segurança Pública. Dar sugestões com irresponsabilidade quanto aos destinos da Segurança Pública é considerado um desacordo com as propostas realizadas à sociedade. Tenho Dito. Deputado (eleito) Coronel Taborelli

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Jackson 16/10/2014

Senhor governador eleito Pedro Taques, o Turismo e a Cultura, devem ser visto como investimentos e não como despesas. O senhor deve até controlar custos mas fazer uma fusão com outras secretárias me faz arrepender de ter depositado meu voto no senhor. O Turismo fomenta nossa economia , pois mostra nossas riquezas naturais do nosso imenso Estado. A Cultura mostra os VALORES de nosso POVO, DE NOSSA TERRA. Sou cuiabano e empreendedor no mercado turístico, fico muito triste em saber que seu governo já pensa em sufocar esse segmento tão importante e promissor para o nosso povo.

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Marilza Silveira Aguiar 16/10/2014

Chega dar medo a salada que está parecendo essa proposta do Coordenador de transição Sr. Piveta, é mais ou menos " do na pra lugar nenhum". To esperando pra ver o Governo que terá a sensibilidade de reconhecer o potencial cultural e de turismo do nosso Estado. Quem tem oportunidade de viajar para outros Estados pode conferir que com muito menos do que Mato Grosso , esse estados arrecadam milhões com o turismo. Me espanta a "capacidade "dessa assessoria do governador eleito.

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Pery Taborelli da Silva Filho Cel RR PM 16/10/2014

A tomada de decisões sem ouvir quem milita no setor, poderá tornar insustentável a situação caótica que se encontra a Segurança Pública. Dar sugestões com irresponsabilidade quanto aos destinos da Segurança Pública é considerado um desacordo com as propostas realizadas à sociedade. Tenho Dito. Deputado (eleito) Coronel Taborelli

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José Tubai Naves 16/10/2014

Fiquei preocupado, primeiro porque retrocederam ao "juntar" NOVAMENTE as secretarias de Justiça e de Segurança Pública, uma decisão no mínimo equivocada, haja vista, que foi uma árdua luta da sociedade organizada em conquistar essa separação, é triste constatar que estamos diante de uma visão/concepção TOTALMENTE conservadora do que seja a missão da Justiça/Direitos Humanos e a da Segurança.... Afinal, por acaso, vocês vão extinguir o SISTEMA SOCIOEDUCATIVO???? Sim, porque ele não está explícito nessa nova organização. Já não basta defenderem a redução da maioridade penal??? É lamentável que Mato Grosso esteja na contra mão das conquistas de outros estados no que se refere à pauta da Política da Socioeducação, pelo jeito a sociedade terá que, de novo / novamente / outra vez, ver as conquistas de direitos e os seus respectivos avanços serem atropelados...

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Mariana Vieria 16/10/2014

Só uma dúvida!!! O que a Sec. de Saúde tem haver com a escola de Governo! erro Grave na alocação das instituições!

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wagner 16/10/2014

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renato mello 16/10/2014

Enquanto o Silval pensou grande trazendo grandes investimentos e mais de 50 obras para Cuiabá, e o Estado como um todo, não dicando com medo do desgaste que esta sofrendo agora, o nosso Governador começa a eliminar secretarias Cultura, Turismo. Se é para diminuir riscos de sofrer pressão de não ter condições para tocar grandes desafios era melhor ficar como senador mesmo, la não corre risco de ficar desgastados com obras que não ficam prontas no prazo , mesmo sabendo que não depende só do Gestor, pois precisa de licença e outras coisas mais.......E quando menos se faz menos se sofre né

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MATHEUS 16/10/2014

Rominson e equipe, este filme de extinguir secretarias, nós eleitores já vil. Todo os prefeitos e todos os novos governadores, vem com esta demagogia barata só pra enganar o eleitor, já que suas promessas de campanha ainda ta fresquinha na memória do eleitor. Depois volta os velhos modelo de administração com criação de novas secretarias. Sem falar os velhos costume dos novos administradores de arrumar um CRISTO, para exalar suas “incompetências” usando sempre o governo anterior como culpado de tudo.

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Cícero Manoel de Freitas 15/10/2014

É necessário muito bom senso para se alterar uma estrutura complexa como é a do Estado, que é necessário todos nós sabemos que é, por exemplo no setor de Turismo, é um setor que vem se desenvolvendo a cada ano, como a criação da Secretária ganhou um impulso muito grande, sabemos que a indústria do turismo é um grande gerador de divisas para o Estado e um grande criador de emprego e renda, se for extinta a Secretaria será um retrocesso muito grande e todos os avanços conseguidos durante os últimos anos serão perdidos.

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19 comentários

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