Nem mesmo os projetos sociais teriam escapado da ganância da organização criminosa montada dentro do Estado para assaltar os cofres públicos. Segundo relato do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a prestação de serviços do programa de óculos destinado à população carente excedeu preço em R$ 3 milhões do que foi inicialmente contratado, por isso, o dono começou a cobrar.
O então secretário de Estado Eder Moraes teria dado a ideia de criar uma Oscip - pelo próprio empresário, dono do Idep (Instituto de Desenvolvimento de Programas) - para resolver a situação.
O caso ocorreu "no ano de 2011, a fim de viabilizar pagamentos que restaram do programa anterior do ano de 2010, pois restava uma dívida de R$ 3,5 milhões", é o que revela trecho do bloco de delações feitas por Silval; sua esposa Roseli Barbosa (ex-secretária da Setas); o filho do casal Rodrigo Barbosa; o irmão de Silval, Toninho Barbosa; e o ex-chefe de Gabinete Silvio Correa.
Segundo a colaboração, foi feito o pagamento de R$ 3,5 milhão sem que o serviço fosse prestado. "Somente para regularizar o atrasado, com a previsão das mesmas prestações de serviço, porém não prestado, foi simulado e assinado com o governo". O pagamento foi feito pela Casa Civil, que naquele ano teve dois secretários: Eder Moraes (01/01/2011 a 19/04/2011) e José Lacerda (20/04/2011 a 31/12/2011).
Investigações
O TCE, por meio de tomada de contas, e o Ministério Público chegaram a investigar um convênio de R$ 3,5 milhões entre a Casa Civil e o Idep, firmado naquele ano. Um dos questionamentos feitos à época era o fato da Casa Civil não possuir programa de governo específico para o objeto do convênio, relativo ao diagnóstico, correção, encaminhamento para cirurgias e doação de óculos para atendimento às pessoas carentes.
No ano passado, o juiz Luís Aparecido Bortolussi Junior, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular e Cuiabá, chegou a determinar o bloqueio de bens e contas, em até R$ 4,2 milhões, de Silval, de Eder, e de outras cinco pessoas.
Ocorre que o MPE apontou a existência de “graves suspeitas” no contrato de R$ 3,5 milhões que beneficiou o Idep, hoje Oros. O caso ainda tramita na Justiça.








olho aberto 26/08/2017
Preste bateção no pedro taques. Ele também ta com caravana por aí curando cataratas pra óculos. tem que obrigar governo investir na saúde do povo do interior, assim, não precisa desta tais caravana onde governo aí lá melhora a um pouco a saúde, e volta pra capital e os problemas continua lá.
Jirico 26/08/2017
A CASA CIVIL ATRAVÉS DO FUNDESMAT EXECUTOU ORDENS DO GOVERNADOR JÁ QUE O FUNDESMAT E GESTÃO EXCLUSIVA DO PRÓPRIO GOVERNADOR. TENDO COMO OBJETIVO O SOCIAL : FUNDESMAT - FUNDO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE MT ...
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