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Judiciário Quinta-feira, 05 de Outubro de 2017, 12:59 - A | A

Quinta-feira, 05 de Outubro de 2017, 12h:59 - A | A

Selma testemunha sobre um dos grampos ilegais no governo contra Tatiana e amiga

Eduarda Fernandes

Gilberto Leite

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Juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda,  concede entrevista 

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, prestou depoimento na condição de testemunha, na manhã desta quinta (5), a respeito do ofício encaminhado à Corregedoria Geral de Justiça, relatando que duas pessoas haviam sido interceptadas ilegalmente na Operação Forti. A informação foi confirmada ao pelo delegado Flávio Stringueta, um dos responsáveis pelas investigações sobre interceptações telefônicas ilegais no Estado.

No ofício, Selma comunicou à CGJ que Tatiana Sangalli Padilha e Caroline Mariano dos Santos teriam sido “grampeadas” indevidamente a mando da delegada Alana Darlene Souza Cardoso, da Polícia Civil.

A magistrada explicou que à época em que os dois números telefônicos foram incluídos no grampo, Alana ocupava o cargo de diretora de inteligência da Polícia Civil, diretamente ligada à secretaria estadual de Segurança Pública, cujo titular era o promotor de Justiça Mauro Zaque. A delegada foi coordenadora da operação. A juíza entende que a inclusão dos números pode ter induzido tanto o Ministério Público Estadual quanto ela mesma ao erro.

Conforme o ofício, Alana incluiu na representação os terminais (65) 9998-1122, como sendo do vulgo “Dama Lora”, e (65) 9208-6867, de vulgo “Amiguinha”.

No documento, Selma pontuou que no período em que foram interceptadas não foram registradas conversas de Tatiana e Caroline e que quanto à Operação Querubim, deflagrada um mês após a Forti, as interceptações das mulheres ocorreram de forma legal, pois os nomes delas constavam do pedido para se apurar uma suposta organização criminosa, vinculada ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que atentaria contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB).

No entanto, no mesmo documento, Selma não descarta que o enredo tenha sido construído por investigadores “para dar legitimidade às escutas”.

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