O senador Wellington Fagundes (PR) é citado em depoimento no inquérito da Polícia Federal que investiga o presidente da República Michel Temer (PMDB). O nome do republicano aparece na reportagem Rocha Loures era interlocutor de Temer com o setor privado, diz diretor da Rodrimar à PF, publicada pela Época nesta segunda (12).
No depoimento à PF, o executivo da Rodrimar Ricardo Mesquita afirma que pediu ajuda ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver problemas no setor portuário. Isso porque a empresa pleiteava junto ao governo federal a prorrogação da concessão de exploração de áreas no Porto de Santos, que seriam reduto de influencia de Temer.
Ocorre que em maio deste ano, Temer assinou decreto com mudanças de regras no setor portuário. No entanto, a principal demanda da Rodrimar, que seria a prorrogação de concessões obtidas antes de 1993, não estava contemplada.
Ricardo também declara ter recebido informações que o assunto seria resolvido. Neste contexto que Wellington foi citado no depoimento.
Segundo ele, a ampliação dos prazos para contratos anteriores a 1993 estava enfrentando dificuldades na discussão na Casa Civil da presidência da República. Por isso, Rocha Loures teria sido acionado “pretendendo que ele, juntamente com outros interlocutores do setor portuário, como o senador Wellington (Fagundes), agisse para resolver o problema”.
Embora a reportagem da Época diga que Ricardo foi encontrar Rocha Loures em uma cafeteira em São Paulo onde estava reunido com Ricardo Saud – diretor da JB – discutindo sobre pagamento de propina, o executivo da Rodrimar afirma que conversou somente sobre o marco regulatório do setor portuário. O encontro aconteceu no último dia 24 de abril.
Além disso, Ricardo disse no depoimento que “nunca participou de operações envolvendo a atividade de apanhar valores em espécie no interesse de agentes políticos”. Apesar disso, a reportagem da Época afirma que Rocha Loures sugeriu a Ricardo Saud que o pagamento de propina no valor de R$ 500 mil para defender interesses da JBS junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) fosse pago a Ricardo, o que foi recusado.
Outro lado
A assessoria de Wellington acredita que o senador tenha sido citado na conversa por sua atuação no que diz respeito aos portos do Brasil. O republicano é presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transporte (Frenlog) e Armazenagem e membro da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado representando o Bloco Moderador.
Temer, que assinou em 10 de maio o novo Decreto de Regulamentação da Política Portuária, deu destaque ao trabalho da Frenlog como sendo uma das principais entidades que atuaram para a elaboração e aprovação do texto. "O país ganha com o aumento dos investimentos, motivado pela desburocratização das normas portuárias" disse o presidente.
Homem da mala
Rocha Loures ficou conhecido como o homem da mala de Temer, após ter sido indicado pelo presidente à JBS Joesley Batista, em delação premiada, como seu interlocutor e ter recebido R$ 500 mil em propina. O recebimento e transporte do dinheiro foi filmado pela Polícia Federal e o ex-deputado federal está preso.
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paulo costa 14/07/2017
Claro, uéliton é "INOCENTE" e não sabe de nada kkkkkk só bobó chera chera que acredita rsrsrs
1 comentários