Corinthianos fanáticos e dementes?
A tragédia, por sua vez, não é compactuada por grande parte de torcedores da mesma agremiação. Exemplo disso é o desabafo do corinthiano assumido e servidor público estadual na área de tecnologia da informação Autolino Filho, também conhecido pelo codinome “Michael Jackson”. Ele revela que “está decepcionado com o futebol e que as torcidas organizadas, ao invés de irem para os estádios incentivar os seus times, acabam se organizando para uma guerra contra as torcidas adversárias, sem se importarem com as consequências e muito menos com a vida humana". Por conta disso, Michael Jackson cuiabano conta que está pensando em deixar de ser torcedor do timão e, consequentemente, para qualquer outro clube.
Mas..., não se engane não, pois o problema não é apenas da torcida do Corinthians, mas, sim, da maioria dos clubes brasileiros e mundial. Na mesma semana da tragédia de Oruro, aqui no Brasil as torcidas do Atlético Paranaense e Coritiba entraram em confronto. Em Minas, a Federação Mineira de Futebol determinou, ano passado, que o clássico entre Atlético e Cruzeiro só teria uma única torcida, ou seja, a torcida de quem fosse o mando de campo.
O objetivo dessas e de outras punições aplicadas pelas autoridades competentes do futebol mundial é no sentido de evitar, sem sucesso, a infeliz conclusão: “evitar torcedores dementes e babacas que vão aos estádios para vingarem de suas próprias insignificâncias”. Para tratarmos da falta de infraestrutura dos estádios, é preciso que, primeiro, saibamos ser responsáveis, ir aos estádios no intuito de incentivar o seu time do coração, tentar, com a força de sua energia e presença física, dar a ele a autoestima que tanto deseja e precisa. Falo assim porque o meu lindo e maravilhoso Clube Atlético Mineiro, o Galo mais lindo do mundo, é e será sempre referenciado por mim com a mais nobre e indiscutível sensatez possível.
Gilson Nunes é jornalista e funcionário público e escreve neste Blog todo sábado e-mail: gnunes01@yahoo.com.br