Para Olga, sediar Copa do Mundo é ter chance de crescer negócios
O legado da Copa do Mundo para a Africa do Sul
Os benefícios sociais e econômicos criados pela hospedagem da Copa do Mundo continuará sendo sentido na Africa do Sul por muitos anos. Mais de 309 mil turistas gastaram aproximadamente R$ 3,6 bilhões (a moeda é o Rande e, atualmente, um real corresponde a 3,37 rande) e mais de 95% dos que foram assisir aos jogos, disseram que voltariam para visitar outras cidades do país.
O ministro do Turismo, Marthinus van Schalkwyk, disse que valeu a pena todo tempo e cada centavo investido no evento da copa do mundo de futebol. Revelou ainda o Ministro, que houve uma mudança radical nas atitudes dos estrangeiros com a Africa do Sul. Com os europeus na liderança dos gastos, seguidos pelos Estados Unidos, a média de gasto por turista foi de R$ 11.800, muito maior do que gasta o turista regular.
A Copa do Mundo deixou uma marca indelével no cenário esportivo sul-africano, com o país agora ostentando inúmeros estádios de nível internacional. A chave agora para os sul africanos é assegurar a continuidade na agenda do mundo esportivo, oferecendo-se como host de grandes eventos, sem contar a escalada na posição da África do Sul como provedora e proprietária de produtos de qualidade, colocados na comunidade internacional.
Sediar uma Copa do Mundo atuou como um catalisador para a expansão da infraestrutura, desenvolvimento de competências, criação de emprego, correção do rumo das políticas públicas de educação, saúde e segurança e crescimento econômico do país. Na verdade foi um grande impulso para a imagem da África do Sul, que aprendeu segundo o Ministro das Finanças, Gordhan, algumas lições básicas: Primeiro foi definir as empresas e seus orçamentos e fluxo de caixa. Isso permitia que todas as instituições envolvidas se concentrassem no que estavam obrigados a fazer. A segunda lição aprendida foi a definição dos papéis e responsabilidades para indicar claramente que organização estava fazendo o que. A terceira lição foi o cumprimento dos prazos.
A Copa do Mundo deixou sua marca, não só nas iniciativas humanitárias, que surgiram em torno do mundial, mas também em melhorias duradouras nas estradas, hospitais, aeroportos, hotéis, centros de serviços de emergência, centros de treinamentos e tecnologia. Um sem número de acadêmicos e especialistas em TI vivem ainda hoje do legado da Copa do Mundo, pois foram beneficiados pela melhoria nos sistemas de tecnológia e essas melhorias podem ser utilizados de forma eficiente ainda no futuro.
A cidade de Durban tornou-se uma cidade digital, com uma das melhores redes de cabo de fibra óptica do mundo. Na área de segurança foi criado um sistema de protecção das fronteiras. O novo sistema de controle de circulação foi responsável por frustrar os planos de uma série de hooligans identificados, que tentaram entrar no país durante a Copa do Mundo.
Os estádios, gigantescos e modernos foram transformados em estruturas de apoio às escolas locais, utilizados agora como salas de aula, o que é especialmente oportuno e um dos objetivos da Fifa, deixar um legado do torneio a educação. E a experiência adquirida pelos sul-africanos ao trabalhar nestes projectos não foi desperdiçada. São hoje consultados por agências que trabalham em eventos futuros, como as duas próximas Copas do Mundo de Rugby e citam empresas brasileiras, que estão envolvidas no projeto da Copa de 2014.
A credibilidade do sistema de transporte público deve ser resgatada a tempo. Esse é o meio de transporte adotado pelos turistas estrangeiros a caminho dos jogos. Sobre o perfil do turista esportivo, fã de futebol, foi dito que são homens, jovens, urbanos, que andam, por recomendação das agencias de turismo, em grupos e bebem muita cerveja e ou seja, nesse quesito, tudo igual por aqui, com os frequentadores do Dutrinha.
Hospedar a Copa do Mundo é uma oportunidade de crescer os negócios e turismo de lazer, bem como acessar novos mercados e novos países.
Fica enfim a visão e versão de amigos sul africanos, recortes de jornais e visitas ao site oficial da Africa do Sul e da Fifa. Nada a temer, muito a ganhar!
Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e passa a escrever exclusivamente para este blog toda terça