União com PTB reaproxima PR de governo; Maggi aguarda conversa
"A presidente Dilma já me chamou para que possamos voltar à discussão. Então, a situação do PR com o governo na verdade ainda não evoluiu, mas ao integrar esse bloco marcamos a reabertura de uma porta para voltar a conversar", ponderou o ex-governador.
O PR abandonou a base do governo em meados de agosto do ano passado, após um escândalo acerca de susposto superfaturamento em obras no setor de infraestrutura rodoviária que resultou na exoneração do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e do ex-presidente do Dnit, Luiz Antônio Pagot. A reaproximação era "ensaiada" há meses. O próprio Maggi chegou a reconhecer que o partido, na realidade, nunca chegou a fazer oposição.
PR define até março se volta à base; vai depender do governo, diz Maggi
Apesar do relacionamento diplomático que manteve durante este período com o governo, o PR ainda espera uma definição de qual será o espaço destinado ao partido dentro da gestão Dilma. A formação do bloco é encarada com uma forma de aumentar a força política das duas siglas no Congresso. “Como agora temos um bloco grande, vamos ver como ficaremos reposicionados. Mas, até agora estamos todos dispostos como partido, cada um com a sua independência”, destacou Maggi.
A aliança deve influenciar na relatoria de projetos de lei e medidas provisórias. Compõem o bloco seis senadores pelo PTB, sendo eles Armando Monteiro (PE), Epitácio Cafeteira (MA), Fernando Collor (AL), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PI); e outros seis do PR: Blairo Maggi (MT), Alfredo Nascimento (AM), Antonio Russo (MS), João Ribeiro (TO), Lauro Antonio (SE), Magno Malta (ES), Vicentinho Alves (TO).