Cuiabá, 30/10/2026

Após 33 anos, Orione deixa FMF e será da CBF; Eder quer cargo

  Fernando Ordakowski

Carlos Orione preside a FMF há 33 anos e agora vai deixar a entidade; Eder de Moraes se articula para substituí-lo

  Após 33 anos no comando da Federação Mato-Grossense de Futebol, o cartola Carlos Orione vai deixar o posto para ocupar outro, o de representante em Mato Grosso da CBF e da Fifa. As duas entidades que comandam o futebol vão abrir escritórios nas 12 cidades-sedes do Mundial de 2014 no Brasil. Cuiabá é uma delas. Orione já foi convidado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de quem é amigo pessoal, para cuidar do escritório a ser aberto na capital mato-grossense. A orientação vem da Fifa. Nesse caso, caberá a Orione representá-la nas reuniões com membros do governo e da Agecopa e acompanhar a execução dos projetos, que vão exigir mais de R$ 6 bilhões de investimentos públicos e privados na Grande Cuiabá, dentro dos preparativos para a Copa. 

   É somente assim para Orione deixar a FMF, a qual conduz desde 1977. Está no quarto mandato consecutivo. Nunca foi "arrancado" do cargo, mesmo diante do bombardeio de críticas por causa da decadência do futebol mato-grossense. No ano passado, ele antecipou a eleição em seis meses, tudo para não dar trégua à oposição. Em tese, seu mandato como presidente da Federação que cuida de 20 times profissionais vai até 2014.

    A acertada renúncia de Orione abre chance para o executivo Eder de Moraes, secretário-chefe da Casa Civil do governo Silval Barbosa, assumir a FMF. Aos amigos ele conta que pode até não entender bem de futebol, mas se considera bom nas operações para levantar financiamento. Eder se articula nos bastidores e propaga que, ao contrário de Orione, teria condições de reforçar o caixa dos clubes profissionais, com busca de financiamento junto a instituições bancárias e com patrocínio do poder público.

   O problema é que a primeira experiência na área esportiva de Eder foi um fiasco. Ex-presidente do MT Fomento e ex-secretário de Fazenda do governo Blairo Maggi, ele assumiu no ano passado a Associação dos Amantes de Futebol e Amigos do Mixto (Afam) com promessa de fazer uma revolução. Chegava a dizer que dinheiro não seria problema. O clube entraria para a Série C e, sob empolgação de Eder, já "cantava de galo", apostando que se classificaria para a Série B, a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. O problema é que ao invés de subir, o Mixto caiu para a Série D.