Contraditório, Edivá poupa governos, mas ataca obras para ter dividendos
Edivá foi secretário de Educação e de Trânsito e Transporte Urbano. Ao deixar a gestão Galindo recentemente, ele admitiu que deixou a gestão do trânsito pior do que a encontrou, uma prova de incompetência administrativa. Mesmo assim, costuma subir à tribuna da Câmara para se manifestar sobre projetos de mobilidade urbana. Se manifestou contra, por exemplo, a escolha do modal Veículo Leve sobre Trilhos, que será implantado em Cuiabá e Várzea Grande. Agora, o alvo do ex-tucano é o secretário Eder de Moraes, que está à frente dos projetos voltados à Copa.
O discurso de Edivá não tem encontrado respaldo por causa do viés eleitoreiro. Alguns vereadores passaram a combatê-lo, como Deucimar Silva (PP) e Everton Pop, que também está no mesmo PSD do ex-tucano. Pop chegou a dizer, numa referência às críticas de Edivá ao secretário Eder, que o colega vereador "estava com ciúmes de homem".
Ao mesmo tempo que tenta fazer oposição ao governo Silval Barbosa (PMDB), Edivá recua porque agora faz parte de uma legenda que compõe o arco de alianças do Palácio Paiaguás. Ensaiou o mesmo em relação ao prefeito cuiabano Chico Galindo, de quem foi secretário e também concluiu que exporia demais o discurso contraditório. Diante disso, busca se identificar agora como fiscal das obras da Copa. Depois que deixou a secretaria de Trânsito e Transporte Urbano, Edivá quer uma nova identidade. Busca encontrar "bandeira" para tentar novo mandato.