Cuiabá, 31/10/2026

Eder extingue Afam e reclama de ingratidão e das ações trabalhistas

    Fernando Ordakowski

Dois anos após criar Afam para ajudar o Mixto, Eder de Moraes tira o time de campo e enfrenta ações trabalhistas

   O executivo Eder de Moraes, que há dois anos criou a Associação dos Amantes de Futebol e Amigos do Mixto (Afam) cheio de patrocinadores e de esperanças de levar o clube à elite do futebol brasileiro, decidiu extinguí-la depois de muitas frustrações e dor de cabeça. A missão fracassou. Só restou ao hoje presidente da Agecopa o que ele classifica de ingratidão e várias ações trabalhistas movidas por jogadores e comissão técnica.

    Eder disse que tomou a decisão devido à falta de interesse de empresários e outros parceiros em patrocinar o clube, tanto que eles não incluíram o Mixto em seus planejamentos de marketing para este ano, o que não justifica a existência da Afam, entidade privada criada com propósito de ajudar o time financeiramente, mas que se tornou um saco sem fundo devido ao acúmulo de dívidas e demandas na Justiça. As contribuições voluntárias não foram suficientes para equacionar as dívidas.

    Segundo Eder, os jogadores não estavam recebendo salário e passaram a cobrá-lo como se fosse responsável por isso. Disse que tirou dinheiro do próprio bolso para custear algumas despesas. Assegura que deixou pago o aluguel do centro de treinamento até dezembro deste ano, assim como a casa dos atletas, no Coxipó, e que, inclusive, passou por reforma. A partir daí, o ex-secretário de Fazenda e da Casa Civil dos governos Blairo Maggi e Silval Barbosa "tirou o time de campo", mesmo no embalo do efeito Copa do Mundo de 2014, com Cuiabá entre as 12 cidades-sedes.

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"Mixto se tornou um saco sem
fundo e num ambiente muito
prostituído nas suas relações"

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    Eder observa ter percebido no Mixto um ambiente muito prostituído nas relações internas e com as empresas e isso o motivou também a concluir que seria hora de parar. "Agora o Mixto vai ter de correr atrás, assim como fazem os outros clubes. Fiz tudo que foi possível num ambiente muito prostituído", destaca. Nem parece aquele Eder que, em junho de 2009 posou para fotografia, no Palácio Paiaguás, ao lado de outros "amantes" do Mixto, como os empresários Mauro Mendes e Dorileo Leal, Maggi e Silval e o presidente da Assembleia, deputado José Riva.

     A tendência é que Dorileo, agora como pré-candidato a prefeito de Cuiabá, venha assumir as rédeas do Mixto, não em nome da Afam, mas como presidente. Terá o deputado estadual e apresentador de TV Walter Rabello como espécie de auxiliar nas ações.