Cuiabá, 30/10/2026

Eder impõe regras e deve enfrentar conflitos com parte dos diretores


Agora do comando da Agecopa, Eder coordena diretores Jefferson, Brito, Bonilha, Yênes, Yuri e França

     Novo presidente da Agecopa, Eder Moraes chega afoito para comandar a autarquia, que é responsável por cuidar dos projetos macro preparativos da Capital mato-grossense para o Mundial de futebol. Como é cobrado pela sociedade e pelo governador Silval Barbosa para dar uma resposta acerca das obras, Eder já prevê uma série de ações e providências.

     Pretende, por exemplo, reduzir o quadro de funcionários da Agecopa, que hoje é de cerca de 120, e impor regras para os diretores Roberto França (Comunicação e Marketing), Yuri Bastos Jorge (Assuntos Estratégicos), Agripino Bonilha (Articulação Interinstitucional), Jefferson de Castro (Orçamento e Finanças) e Carlos Brito (Infraestrutura) e Yênes Magalhães (Planejamento).

     A exemplo do ex-presidente Adilton Sachetti, que não suportou as pressões e pediu exoneração do cargo, Eder deve trombar especialmente com Yuri e Brito. No governo Blairo Maggi, qando os três respondiam como secretários de Estado, as divergências eram evidentes. Se a vaidade persistir, os três vão enfrentar os mesmos problemas, agora na autarquia.

     Eder quer ajustar o orçamento de R$ 1,2 bilhão para dar celeridade aos projetos e obras que estão atrasadas. Na próxima semana, pretende se reunir com vereadores cuiabanos e varzea-grandenses para discutir obras nas duas cidades. Também adiantou que fará audiências públicas com a participação da Assembleia Legislativa para discutir modelos de transportes a ser adotado, se Bus Rapid Transit (BRT) e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O ex-presidente Yênes Magalhães, que volta a responder apenas pela diretoria de Planejamento, defendia o BRT.

     Caberá a Eder destravar os projetos de mobilidade urbana e construir unidade entre todos da diretoria e manter canal direto com governador, que, com a mudança na forma de gestão de colegiada para presidencialista, passou a ter autonomia plena sobre a Agecopa.