Fisgado por Pagot em lobby, Wellington é vetado à Secopa
Fisgado por Pagot devido a elo com Delta, Wellington é vetado à Secopa
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O governador Silval Barbosa (PMDB) deve manter por mais alguns dias Maurício Guimarães como secretário em exercício da Secopa até chegar a um entendimento com o PR, que ficou responsável pela vaga, com a exoneração de Eder de Moraes. O Palácio Paiaguás se mostra resistente à nomeação do deputado federal de sexto mandato Wellington Fagundes por causa do escândalo nacional, provocado pelas declarações do ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot, filiado ao PR, que é presidido no Estado pelo próprio Wellington. Silval estuda outros 7 nomes impostos pelo PR, todos deputados estaduais, sendo eles Emanuel Pinheiro, Mauro Savi, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Jota Barreto, Wagner Ramos e Ondanir Bortolini, o Nininho.
Numa análise por exclusão, aparecem com mais chances de ser o próximo secretário da Secopa Emanuel ou Barreto. O primeiro é advogado, bem articulado e foi secretário de Trânsito e Transporte Urbano da Capital. Barreto é ligado ao esporte e do grupo político de Wellington. Os demais ou resistem ou não têm perfil para o cargo. O governador está concentrado na lista do PR porque ele próprio concordou em manter a Secopa sob os republicanos, que criaram asas e agora não abrem mão da indicação.
Fontes revelam que Silval poderá até "empurrar" a decisão para depois da viagem à China, onde ficará 10 dias. Ele embarca no próximo sábado (28) e retorna em 7 de maio. Com isso, Chico Daltro volta a comandar o Estado pela terceira vez, enquanto Maurício responde pela pasta que cuida dos projetos preparativos de Cuiabá para o Mundial de futebol de 2014.
Efeito-Pagot
Wellington está se tornando carta fora do baralho porque o governo teme nomeá-lo secretário e atrair para a administração o foco nacional, o que provocaria mais desgaste. O deputado foi jogado à força pelo colega Pagot. Ao reclamar que "caiu" do comando do órgão por causa de armação do contraventor Carlinhos Cachoeira, que está preso, e da Delta Construções por oferecer obstáculos aos interesses da empreiteira junto ao Dnit, Pagot virou a metralhadora verbal contra o deputado mato-grossense. Afirmou que Wellington fez lobby para diminuir exigências impostas à empreiteira nas obras na BR-163, no trecho da Serra de São Vicente. Wellington nega e, mesmo assim, a tendência é de ser convocado a prestar depoimento à CPI do Congresso. Ao invés de assumir a Secopa, deve continuar em Brasília, nas articulações para não perder o mandato.