Cuiabá, 31/10/2026

Há 2 anos, Maggi renuncia ao Governo e até hoje é cobrado

Há 2 anos, Maggi deixava o Governo e ainda é cobrado sobre demandas

    Há exatos dois anos, Blairo Maggi renunciava ao segundo mandato de governador. Saiu com o conceito de gestor da coisa pública tão em alta que, seis meses depois, garantiu cadeira de senador com mais de 1 milhão de votos. O homem que lidera a chamada turma da botina marcou posição enquanto chefe do Executivo, especialmente na área de infraestrutura, com abertura e construção de asfalto, na política habitacional e na educação. Enfrentou, por outro lado, problemáticas na saúde, segurança pública e meio ambiente. Assim que deixou o Executivo, começaram a "pipocar" denúncias envolvendo o período da "era Maggi", o que acabou por puxar para baixo a alto aprovação popular da qual desfrutava o ex-socialista e hoje líder republicano.

    Na história do comando do Palácio Paiaguás, há dois que conduziram o mandato ininterrupto por quase 8 anos: Dante de Oliveira (já falecido), de 1996 a 2002 e, Maggi, de 2003 a 2010. Lançar comparativos entre ambos ou em relação aos demais sobre quem fora o melhor governador é algo complexo porque, assim como em relação a algum time ou a partida de futebol, cada pessoa faz análise de uma forma diferente.

   O curioso é que até hoje muitos se dirigem ao agora líder da bancada do PR no Senado como se este ainda fosse do Executivo. Seja pessoalmente, seja por e-mail ou pelas redes sociais, Maggi é interceptado por pessoas que cobram dele oportunidade de emprego e interferência em alguns setores da administração Silval Barbosa.

   Os maiores pleitos são em relação ao maior concurso público do país, com abertura de 10 mil vagas e que até agora muitos aprovados não tomaram posse, enquanto o governo segue realizando contratos e serviços terceirizados. Outros pedem que o senador reaja diante de tantas críticas na imprensa para não permitir que "a boa gestão que marcou época", especialmente nas cidades do interior, venha a ser sufocada" por denúncias. Maggi também é cobrado para intervir na Educação. Muitas mensagens informam-no que o governo está descumprindo decisão judicial, pois contrata, ao invés de nomear aprovados em concurso, e solicitam até que o senador use a tribuna para discorrer sobre o assunto. Maggi, por sua vez, se esquiva das questões pertinentes ao Poder Executivo, alegando que não ocupa mais a cadeira de governador.