Júlio Pinheiro reassume presidência, mesmo após deixar Mixto endividado
Na primeira investida, com propósito de arrancar dinheiro dos cofres públicos para o esporte, Pinheiro foi bem sucedido. No final do ano passado, após passagem relâmpago pelo Palácio Alencastro como prefeito interino, conseguiu aprovação de um projeto, assegurando R$ 1 milhão para os clubes de Cuiabá que disputaram o campeonato regional deste ano, sendo eles o Cuiabá, o Mixto e o Palmeiras do Porto. "Amarrou" em lei e de forma superficial que quase toda fatia deveria ficar com o time com maior tradição, tudo para atender o bolso do Mixto, que ficou com direito de "abocanhar" R$ 600 mil. Com aval do prefeito Galindo, o time já recebeu a primeira parcela de R$ 300 mil. O Cuiabá, com direito a R$ 300 mil, recebeu o primeiro repasse de R$ 150 mil. O Palmeiras, tão antigo e tradicional quanto o Mixto, só ficou com R$ 100 mil, dos quais R$ 50 mil já repassados ao clube.
Queda
Para contemplar Júlio Pinheiro, houve manobra pela derrubada do presidente Hélio Machado, cujo mandato se estenderia até agosto. Um grupo deixou Hélio numa saia-justa, ao alegar que o Mixto precisa buscar patrocinadores pela sobrevivência e que o vereador seria o nome ideal para fazer essa articulação. Pinheiro deve ser anunciado como novo presidente provavelmente nesta quarta, junto com apresentação de parte dos atletas que vão disputar a Série D.
Júlio Pinheiro presidiu o Mixto entre 2008 e 2009. Com acúmulo de dívidas e folhas atrasadas, saiu "escurraçado" pelo presidente da Assembleia, deputado José Riva, e pelo então secretário de Fazenda Eder de Moraes, que veio a conduzir a Casa Civil e, há duas semanas, foi exonerado do comando da Secopa. Curiosamente, o Mixto foi campeão estadual sob a gestão Pinheiro, levando-o para a Série C e agora, três anos depois e com a participação frustrante da extinta Associação dos Amantes de Futebol e Amigos do Mixto (Afam), o novo presidente recebe o time rebaixado na Série D. Nos últimos dois anos, o Mixto teve 5 presidentes, sendo eles Pinheiro, Márcio Pardal, João Amorim, que ficou no cargo dois meses, Hélio Machado e agora Júlio Pinheiro.