Cuiabá, 31/10/2026

Laércio fracassa na tarefa de colocar Eder na FMF; Orione tem resistência

Laércio fracassa na tarefa de colocar Eder na FMF; Orione resiste

     Ex-secretário estadual de Esporte e Lazer, Laércio de Arruda está com a “bola mucha”. Desde janeiro no cargo de diretor-executivo da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), ele não conseguiu até agora viabilizar a transição entre a gestão de Carlos Orione, presidente da entidade há mais de três décadas, e a de Eder Moraes, presidente da Agecopa e que até assumir a agência comandava a Associação Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (Afam).

     Laércio tinha a missão de convencer Orione a cumprir o acordo de ceder a presidência da entidade a Eder, caso a nova diretoria conseguisse saldar a dívida de R$ 1 milhão, principalmente com a Previdência e por causa do patrimônio do estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá. Orione tinha aceitado deixar o cargo de presidente em troca da resolução das pendências, que o deixaram com os bens bloqueados.

     Contudo, diante da visibilidade proporcionada pelos jogos da Copa do Mundo de 2014, que tem Cuiabá como uma das 12 cidades-sede, Orione mudou de ideia e resiste em abandonar o posto. Ele não cede mesmo com a promessa do amigo de longa data, Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de abrir um escritório da entidade em Cuiabá e nomeá-lo para comandar os trabalhos.

     Presidente da FMF desde 1977, Orione é responsabilizado pela decadência do futebol mato-grossense. Os atletas culpam o “cartola” pelo amadorismo na condução da entidade, o que espanta os investimentos privados. Com a resistência de Orione em deixar a federação, Laércio fica numa saia-justa. Ele era secretário-adjunto de Baiano Filho (PMDB) na secretaria estadual de Esporte e Lazer (Seel) no governo Blairo Maggi (PR), hoje senador.

     Com a desincompatibilização do peemedebista para disputar com sucesso a eleição a deputado estadual, Laércio comandou a pasta até a nomeação do novo secretário, Antônio Azambuja (PP), que se licenciou da Assembleia para assumir o órgão. Há mais de cinco meses na FMF, Laércio terá que pensar agora numa nova alternativa para convencer Orione a passar a presidência a Eder, que pretende afinar o discurso da entidade com os trabalhos da Agecopa.