Cuiabá, 31/10/2026

Temeroso, Galindo tira férias por 15 dias e entrega Cuiabá para Pinheiro


Júlio Pinheiro está com a chave da prefeitura e se prepara para assumir pela 2ª vez. Galindo deixa gestão temeroso 

    Mesmo temeroso com o que pode acontecer com o Palácio Alencastro sob a gestão Júlio Pinheiro (PTB), presidente da Câmara, o prefeito da Capital Chico Galindo (PTB) decidiu sair de férias por duas semanas a partir do próximo dia 15. De um lado ele entende que é necessário descansar para recuperar as energias, já que terá pela frente uma série de desafios, entre eles, o de executar projetos e obras que tem prometido. Ele também vai participar de forma direta nas eleições municipais, seja como candidato à reeleição ou apoiando um candidato indicado por seu grupo político.

    Por outro lado, Galindo sente-se ainda pressionado por Júlio Pinheiro que está ávido por poder. O prefeito se mostra preocupado com a situação e tem lá as suas razões, afinal, no ano passado quando Pinheiro respondeu pelo Palácio Alencastro por 15 dias foi uma confusão.

    Enquanto Galindo estava no exterior, Pinheiro atropelou etapas e encaminhou à Câmara Municipal o projeto que autorizava a concessão do sistema de saneamento de Cuiabá. Embora muitos tenham avaliado que o ato foi combinado com o prefeito, o presidente da Câmara tentou capitalizar como sua passagem pelo Palácio Alencastro. E numa articulação junto aos seus colegas, conseguiu aprovar a mensagem a “toque de caixa”. Pinheiro negociou também a compra pela prefeitura do estádio Dutrinha, levando o município a pagar R$ 3,5 milhões para Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).

    Agora, muitos temem que ele resolva modificar o modelo de gestão do passe livre. Oficialmente, ele nega. Por outro lado, não esconde a vontade em exonerar os secretários de Trabalho e Desenvolvimento Econômico Dilemário Alecancar (PTB), de Habitação João Emanuel (PSD) e de Cultura Luiz Poção (PSD), que vão concorrer à Câmara. Acontece que Galindo havia feito um acordo com os vereadores de demitir os secretários que serão candidatos a uma cadeira no Parlamento para impedir que eles se beneficiem do poder da máquina para se eleger.