Assassino de Maiana isenta Rogério e assume toda a culpa veja detalhes
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Maiana Vilela foi morta por asfixia em chácara no bairro Altos da Glória,na Capital
É julgado hoje (18) o assassinato da jovem Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, crime que chocou a sociedade cuiabana e ocorreu em 2011. O julgamento chegou a ser adiado por quatro vezes em menos de um ano.
Pelo crime serão julgados o empresário Rogério da Silva Amorim, 41, apontado como mandante e que, à época, era namorado de Maiana; o vigilante Paulo Ferreira Martins, 43, que teria sido contratado para executar a adolescente; e Carlos Alexandre da Silva, supostamente contratado por Paulo para auxiliar no assassinato.
Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), Maiana Vilela foi morta por asfixia em uma chácara no bairro Altos da Glória, na Capital. Os três acusados serão julgados por homicídio qualificado, mediante pagamento, com emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão, e ocultação de cadáver, cuja penalidade é de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
O MPE sustenta a tese de que Rogério Amorim contratou Paulo Martins por R$ 5 mil para matar a adolescente. Conforme a denúncia, esse acusado propôs que o terceiro réu, Carlos Alexandre, o ajudasse a cometer o crime, pela quantia de R$ 2,5 mil.
No dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara. De acordo com o MPE, a jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro.
Os restos mortais da adolescente foram encontrados em 25 de maio de 2012. Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido. A ex-mulher de Rogério Amorim também foi denunciada pelo MPE como participante do crime, mas a Justiça considerou que não havia indícios da participação dela.